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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Como tudo começou


Tudo começou à cerca de 15 anos atrás, em que depois de várias idas à praia (sempre têxtil) o elemento masculino pôs a hipótese de ir a uma praia onde se podia praticar nudismo, pois sempre teve uma mente aberta em relação a essa práctica, chegando a achar em criança que o nudismo poderia ser praticado não só na praia mas também em diversas situações do nosso dia a dia.
Começámos a conversar sobre o assunto, quer na praia quer em casa, e falámos nas diversas situações por que poderíamos passar (vergonha, timidez, possível erecção da parte do homem), mas de todas as vezes chegávamos à conclusão de que ambos gostaríamos de tentar para ver qual seria a sensação, e de qualquer maneira ambos estávamos à vontade com os nossos corpos, e decidimos experimentar.
Escolhemos uma praia (Fonte da Telha), que embora não fosse legal o nudismo era tolerado à muitos anos, e além disso tinha uma grande extensão de areia, o que para nós seria o ideal pois poderíamos estar perto de nudistas para ficarmos mais à vontade e ao mesmo tempo distantes para o caso de não nos conseguirmos despir.
No primeiro dia não nos despimos mas observámos o ambiente envolvente o que nos deixou bastante agradados.
No segundo dia voltámos lá e nesse dia o elemento masculino resolveu tentar e tirou os calções experimentando uma sensação única de liberdade (com o vento e o sol a passar por todo o corpo), fazendo referência disso mesmo ao elemento feminino que começou por fazer topless e passadas algumas hora acabou por tirar tudo ficando também nua.
É claro que pouco a pouco fomos ultrapassando algumas barreiras que existiam na nossa cabeça, como a timidez (quando íamos à agua vestíamos os fatos de banho e o elemento feminino demorava algum tempo até se despir completamente - agora é a primeira) e outras barreiras físicas como a erecção que naturalmente existiu, mas facilmente ultrapassadas sem problemas.
Mais tarde, por a Fonte da Telha na altura não ser legal havia sempre alguns problemas com o cabo- do- mar, e também com os mirones das dunas, começámos a frequentar a praia do Meco, praia nudista legal, e aí a maior quantidade de pessoas a fazer nudismo também ajuda a aumentar o à vontade.
Depois de casarmos fomos alguns anos de férias para Odeceixe, praia muito boa, pequena, na altura de difícil acesso e com nadador salvador.
Mais tarde vieram as crianças, também elas muito à vontade com a nudez e participando connosco nas praias de nudismo, tendo feito umas férias em família num parque de campismo totalmente nudista em Espanha (isso é outra história).
Neste momento mantemo-nos fieis à praia do Meco (apesar do mar ser sempre muito forte e perigoso) pela facilidade de acessos, e ao olharmos para trás vemos como temos crescido como nudistas, rindo das questões que na altura nos assolavam, mas demostrando neste momento outro à vontade e outras preocupações.
E já passaram 15 anos…

Pensamento nudista para hoje









"O corpo é um dos nomes da alma, e não o mais indecente."

Marcel Arland



domingo, 15 de novembro de 2009

Queremos a vossa participação

Somos casal nudista, que aproveita este espaço para manifestar algumas ideias e opiniões sobre aquilo que pensamos ser a prática do nudismo.
Este espaço é aberto todos os que se sentem bem com a sua nudez e queiram deixar a sua opinião, mensagem, foto das suas férias nudistas ou da sua vivência nudista.

Brevemente uma lista de praias nacionais.

Sol pode trazer mais benefícios que riscos

Cientistas estudaram relação entre exposição solar e cancro

Apesar de o sol ser o principal causador de cancro de pele, uma nova pesquisa sobre o impacto da exposição solar na saúde humana sugere que os benefícios da luz solar podem superar os riscos de cancro de pele para algumas pessoas. O estudo foi liderado pelo conceituado biofísico Richard Setlow, o primeiro a alertar para a ligação entre exposição solar e cancro de pele. Contudo, agora, o cientista alerta para o facto de que a falta de luz solar pode prejudicar a produção de vitamina D, que ajuda a prevenir vários tipos de cancro e doenças cardíacas e a impulsionar o sistema imunológico.
A pesquisa foi publicada na edição da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Além da equipa de Setlow, o estudo contou também com a participação de cientistas da Noruega.
Os pesquisadores observaram que a incidência de outros tipos de cancro, como o do pulmão, mama e próstata, aumentava no sentido norte-sul. No entanto, ao analisarem as taxas de sobrevivência, os pesquisadores descobriram que as pessoas que ficam mais expostas ao sol apresentam prognósticos melhores, o que sugere que aquelas que têm mais tempo de exposição ao sol têm mais hipóteses de sobreviverem a vários tipos de cancro. «Num trabalho anterior havíamos apontado que as taxas de sobrevivência para estes tipos de cancro melhoravam quando o diagnóstico coincidia com a estação de maior exposição ao sol», explica Setlow.
O estudo aponta que, para prevenir o cancro de pele e continuar a produzir vitamina D, é preciso aumentar o consumo de alimentos ricos na substância e continuar a utilizar o protector solar. Para Setlow, a pesquisa pode auxiliar no desenvolvimento de novos tipos de protectores solares, nomeadamente que protejam contra os raios UVA, mas não prejudiquem a absorção moderada dos raios UVB, que actuam na produção de vitamina D. «Um aumento da exposição ao sol pode levar a uma melhoria no prognóstico do cancro e possivelmente ter mais resultados positivos que negativos», conclui.
Desde que com regras e sem exageros, a exposição solar:
  • Activa a circulação sanguínea.
  • Estimula o sistema endócrino, favorecendo os processos metabólicos e o aproveitamento dos nutrientes.
  • Melhora os quadros de acne e as infecções por fungos.
  • Promove a síntese de vitamina D na pele, que favorece a fixação de cálcio nos ossos e dentes.
  • Aumenta a quantidade de glóbulos brancos no sangue, os protagonistas do sistema imunitário, o nosso mecanismo de defesa contra agentes infecciosos.
  • Aumenta a concentração de glóbulos vermelhos no sangue, responsáveis pelo transporte do oxigénio.
  • Estimula o sistema hormonal, com especial incidência nas glândulas pituitária e tiroideia.
  • Activa o sistema nervoso. Sabia que a exposição solar é um bom antídoto contra a depressão e a ansiedade, melhorando o seu bem estar físico?
  • Melhora o trânsito intestinal, evitando dores abdominais.
  • Favorece a actividade intelectual.
  • Se der uns mergulhos, vai beneficiar também das propriedades anti-tumorais e anti-bacterianas da água do mar.
 

Benefícios da água do mar



Já na Antiguidade os poderes da água do mar eram bem conhecidos e usados tanto para fins estéticos, como fonte de bem estar. No Ocidente, porém, só na época em que se travou a Primeira Guerra Mundial os banhos de mar deixaram de estar reservados quase exclusivamente à aristocracia e as praias começaram a ser encaradas como locais de cura descanso e relaxamento.
A água do mar contém mais de oitenta elementos químicos. O cálcio, o zinco, o silício e o magnésio, são usados para tratar de doenças como a artrite, a osteoporose e o reumatismo. Estes elementos e outros como potássio, ferro, brometo, iodo e cloreto de sódio, entram nas camadas profundas dos nossos capilares e espalham- se por todo o corpo, eliminando toxinas e melhorando o nosso sistema de defesa. Já o sal marinho possui propriedades cicatrizantes e anti-sépticas. Além disso, as ondas do mar são verdadeiras sessões de massagem, pois estimulam a circulação sanguínea e, por consequência, provocam um aumento de oxigenação das células. A água marinha, pode ainda ser considerada energizante aliviando as tensões musculares.
Não nos podemos esquecer da brisa marinha tão vantajosa no combate à fadiga e na convalescença dos doentes.

sábado, 7 de novembro de 2009

Projecto de lei de Os Verdes propõe legalizar praias não oficiais de naturismo


O Partido Ecologista Os Verdes quer legalizar o naturismo em praias onde esta prática já está enraizada. Este é um dos pontos centrais de um projecto de lei que o partido reapresenta à mesa da Assembleia da República, depois de uma primeira tentativa feita há quatro meses, na legislatura anterior.
A proposta introduz uma série de alterações à presente legislação sobre o naturismo em Portugal, que data de 1994. A actual lei considera o naturismo como "o conjunto de práticas de vida ao ar livre em que é utilizado o nudismo como forma de desenvolvimento da saúde física e mental dos cidadãos, através da sua plena integração na natureza". Mas limita o número de praias de nudismo que podem ser autorizadas - no máximo, uma marítima e uma fluvial em cada concelho.

Praias toleradas

Em 15 anos de vigência da lei, o naturismo ultrapassou esta limitação por via da prática. Há várias praias onde o nudismo é habitual, sendo tolerado pelos banhistas e pelos habitantes da região.

É nesses locais que Os Verdes pretendem que o nudismo seja oficialmente formalizado. "Queremos que seja reconhecida a prática do naturismo nos espaços públicos em que o hábito já esteja implantado", afirma o deputado Jorge Luís Ferreira, autor do projecto de lei.
A proposta também prevê outras alterações. Uma delas permitirá que haja mais de uma praia marítima por concelho onde o naturismo pode ser autorizado. "Queremos acabar com esse limite", diz Jorge Luís Ferreira.

Os Verdes também sugerem encurtar a distância mínima obrigatória entre os locais de prática do naturismo e as zonas urbanas. A lei actual fixa esta distância em 1500 metros "do mais próximo aglomerado urbano, estabelecimento de ensino, colónia de férias, convento ou santuário em que, ainda que de forma intermitente, seja celebrado culto religioso".

Para Jorge Luís Ferreira, isto implica um ónus para o banhista que queira praticar o naturismo. "Tem de se deslocar três quilómetros para ir à casa de banho", afirma. A proposta de lei prevê uma distância mínima inferior, a 500 metros.
Por outro lado, Os Verdes querem melhorar a sinalização das praias de naturismo, fazendo com que seja afixada a 100 metros do seu acesso principal, ao invés de junto delas, como ocorre agora, segundo a legislação actual.
As propostas de Os Verdes reflectem o que as próprias associações de naturistas têm vindo a defender. José Luís Ferreira diz que, para a elaboração do projecto de lei, trabalhou em conjunto com o Clube de Naturistas do Algarve, que já tinha apresentado as suas ideias a todos os grupos parlamentares. Na região, há duas praias naturistas oficialmente reconhecidas e 12 onde a prática é tolerada. Há ainda um parque de campismo parcialmente naturista.

Vinte anos de legislação

De acordo com a Federação Portuguesa de Naturismo, desde 1994 foram autorizadas apenas seis praias para a prática do nudismo - as duas do Algarve, mais duas no Sudoeste alentejano e duas na Costa da Caparica. Mas há 19 outras praias não autorizadas mas toleradas - e estas é que serão "oficializadas", caso o projecto de lei venha a ser aprovado.
O projecto de lei entregue no Parlamento já havia sido apresentado por Os Verdes em Junho passado. Mas a legislatura terminou antes de o projecto poder ser discutido e votado.