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domingo, 27 de junho de 2010

Chegou o Verão

No dia 21/06 às 12.29h chegou o Verão. Será que vamos ter finalmente tempo quente e sem vento ou chuva? É que na Primavera os dias foram muito ventosos e frios, impossibilitando qualquer ida à praia, o que habitualmente acontecia a partir de Maio quando o tempo já o permitia. Infelizmente este ano não foi possível, pois quando planeávamos a ida à praia, na manhã do dia em causa reparávamos que o São Pedro não ajudava estando um dia ventoso, e como o Meco em dias normais já apresenta algumas vezes vento, em dias ventosos então muito mais. O problema é que as previsões não auguram nada de bom, havendo alguma instabilidade em termos de temperatura, além da continuação do vento. Há quem diga que são mudanças dos tempos, esperamos que o tempo então estabilize para que possamos começar com as nossas idas à praia

Proibidos decotes e saias curtas

Na semana passada deparámo-nos com a informação nos jornais, da proibição dos
alunos em usarem tops, calções e chinelos nas aulas. Ao fazermos uma pesquisa na net encontrámos outras escolas com o mesmo “código de vestir”. Nós em alguns casos até podemos concordar com esse código, pois existem muitos jovens que hoje em dia aderem a certas modas que nos deixam pasmados, como a das calças com os boxers à vista (quando têm boxers), no entanto as justificações que os professores deram para procederem a estas proibições é que nos dão que pensar.
Num dos casos o professor, segundo as notícias divulgadas, terá sentido incómodo para dar a aula porque uma das alunas tinha um top decotado que deixava visível a parte superior dos seios, noutro caso o professor sentiu-se incomodado por conseguir ver as cuequinhas de uma menina.
Ora estamos a falar de casos com meninas de cerca de 13 anos o que nos coloca uma questão, o problema estará só nas alunas ou muito na cabeça dos professores, pois então estes senhores não podem ir à praia nem sair à rua, pois em Portugal, país com um clima mais quente, os decotes são normais. Além disso devemos ter em atenção a fisiologia da mulher portuguesa, que desde pequena tem umas formas roliças com seios maiores. É uma característica da mulher portuguesa (assim como em certos países as mulheres têm seios pequenos, ou pele mais branca, ou cabelo mais loiro) e temos que apreciar as suas formas e entender que ao usar alguns decotes os seios se possam notar mais, mas condicionar aquilo que se veste ou até proibir algumas peças de roupa, achamos ser demais.
Um jornal chegou a noticiar que a direcção de uma escola terá obrigado uma aluna a vestir uma camisola pois trazia um top de alças decotado e foi achado impróprio, ou que terá também obrigado uma professora a regressar a casa para trocar uns calções tipo corsário, que trazia vestidos.
Mas não ficamos por aqui, pois se pesquisarmos bem, encontramos fora das escolas, em algumas empresas ou serviços públicos, também algumas considerações (proibições) à maneira de vestir dos seus funcionários.
A loja do cidadão de Faro é disso um exemplo, pois estabeleceu uma série de normas sobre a indumentária das suas funcionárias. Ficou assim estipulada a proibição do uso de saias curtas, blusas decotadas, gangas, saltos altos, sapatilhas, roupa interior escura e também de perfumes com cheiro agressivo, porque assim o contacto com o cidadão seria mais agradável e menos incomodativo.
Quem sabe se as escolas ainda irão impor o uso de uniformes para toda a gente, e os mais puritanos talvez ainda consigam colocar as normas de vestiário como antigamente, em que as senhoras só podiam mostrar o pescoço e as saias só podiam ser elevadas, no máximo, um palmo acima do chão.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Os homens e o nudismo, as mulheres e o nudismo, e os outros.

Este post é baseado na nossa opinião do porquê da existência de menos mulheres nudistas em relação aos homens.Os homens têm mais facilidade em encarar o nudismo, visto que a sua relação com o corpo é mais fácil, pois a maioria não tem muitos problemas com o seu corpo e as diversas transformações que ele vai sofrendo ao longo da sua vida. Muitos homens não se preocupam se estão a criar mais ou menos barriga, e muitos até acham isso como um sinal sexy (quantos não dizem que a barriguinha é sinal de maturidade como homem), ou se estão a ficar mais flácidos ou com menos cabelo, os homens não ligam muito a esses pormenores. No entanto a preocupação já aparece com a possível comparação entre o seu pénis exposto em relação ao dos outros homens. O homem nunca teve grandes problemas em despir-se, desde a infância que para eles é normal despirem-se junto a outros homens, (nos balneários da escola, no banho no ginásio), e desde a infância que o seu subconsciente faz comparações e gere preocupações em relação ao tamanho do seu pénis em relação ao dos outros. Para o homem que pensa em se iniciar no nudismo, as suas maiores preocupações não são a nível estético, mas sim a nível da sua masculinidade – será o tamanho normal? ou então, de certeza que vou ter uma erecção quando vir mulheres nuas – mas estão completamente enganados, pois cada qual tem o corpo com que nasceu, tendo a pessoa simplesmente que se sentir à vontade com ele. Os nudistas sentem-se muito bem com o seu corpo e não tem necessidade de fazer comparações nem fazem nudismo para isso, e em relação às erecções, tal só acontecerá se aliar a nudez a uma imagem sexual, o que não é o caso pois o corpo nu só por si não tem conotação sexual, mas se acontecer basta ter um pouco de descrição.
As mulheres, por seu lado, têm outras situações mais complicadas, e são diferentes em relação aos homens, pois já têm uma preocupação muito maior em relação ao seu corpo (são os seios, a barriga, o rabo, a celulite), e muitas vezes até não existe razão para essa preocupação pois no meio de nudistas ninguém na realidade vai reparar nesses pormenores, mas as mulheres pensam que sim, talvez porque no dia-a-dia isso acontece (muitas vezes entre elas), com comentários usuais e que já todos ouvimos – Estás mais gordinha. Esse cabelo não te favorece. Precisas de fazer ginástica para abater essa barriguinha. Depois de ter filhos ficaste com os seios mais caídos, não foi?, etc, etc, etc.Portanto existe uma maior dificuldade para a mulher se desprender dessas “conotações” que existem no mundo dos têxteis e libertar-se das grilhetas da roupa, aceitar o seu corpo e usufruir da liberdade da nudez sem qualquer tipo de problemas.
Isto é a relação dos homens e das mulheres com o nudismo, mas o verdadeiro problema são os outros. E os outros dividem-se em duas categorias, os camuflados e os descarados (termos nossos). Os camuflados são aqueles que vão para o meio das dunas ou para cima das arribas com binóculos ou máquinas fotográficas dar azo às suas perversões, babando-se ao ver ou fotografar o corpo nu, e os descarados são aqueles que não têm problema em despirem-se e misturarem-se para poderem ter um acesso mais directo à visão do mesmo corpo nu. E aqui o maior problema, temos que concordar, é para as mulheres nudistas, pois a quase totalidade (para não dizer a totalidade) destes mirones são homens, e de certeza que eles não fazem isto para poder ver o corpo nu dos homens, eles fazem isto para poderem ver os corpos nus das mulheres. E para confirmar esta situação basta pensar que um homem pode ir sozinho para uma praia de nudismo sem ser incomodado, enquanto que uma mulher ou mesmo duas mulheres se forem para uma praia de nudismo, passadas umas horas já terão à sua volta alguns homens sozinhos que estarão somente a tentar ter uma visão privilegiada dos seus corpos. Nós com alguns anos de nudismo, já tivemos alguns casos que corroboram estas situações.
Uma vez em Odeceixe detectámos um senhor, já com idade para ter juízo, que se encontrava no cimo da falésia a tirar fotografias a quem estava na praia a fazer nudismo. A nós não nos incomodou muito até porque estávamos debaixo do chapéu-de-sol, mas um casal que estava junto de nós não gostou muito e o rapaz, vestiu-se e subiu até ao sítio onde o indivíduo se encontrava a tirar fotografias (junto à estrada), e depois de alguma troca de cumprimentos tirou-lhe a máquina e foi-se embora. O senhor não gostou, chamou a guarda (entretanto a rapariga saiu pela praia) e esteve algum tempo a apresentar queixa apontando e gesticulando. Ainda hoje por brincadeira imaginamos as justificações desse senhor:
- Senhor guarda, estava eu aqui muito sossegado a tirar fotografias aos animais e plantas, quando um senhor veio lá de baixo da praia, deu-me uns tabefes (isto dos tabefes são influências do Asterix) e levou-me a máquina!
- Mas o senhor não estaria a fotografar os nus na praia?
- Oh senhor guarda, juro-lhe que não, só tirava fotografias aos animais e às plantas. Os nus não me interessam, eles podem estar nus à vontade que eu não vim para aqui tirar-lhes fotografias.
Nós agora podemos achar graça, mas é desagradável termos alguém mais ou menos escondido a tirar-nos fotografias.Mas ainda no ano que passou tivemos casos bem mais visíveis, de pseudo-nudistas que se encontravam no meio de nós.Geralmente tentamos ficar sempre no mesmo lugar, e quando chegamos ocupamos algum espaço com os chapéus-de-sol, cadeiras e alguns brinquedos para as crianças, e não estamos preocupados se quem está perto de nós são casais ou não, e algumas vezes aconteceu (com pessoas sozinhas) que quando chegámos e começámos a montar as coisas as pessoas começarem a olhar para nós com ar de chateados e levantarem as suas coisas e mudarem de sítio pois nitidamente estragámos os seus planos (e nós tentamos manter alguma distância para respeitar o espaço de cada um), ou então estarmos na praia com outros casais por perto e virem mulheres ou raparigas sozinhas para perto por pensarem que talvez possam ficar mais “protegidas”, mas nem assim isso acontece pois algumas vezes só falta juntarem as toalhas de tão perto eles se colocam. Mas a situação mais desagradável que nos aconteceu no ano passado foi a de um senhor nudista (?) que estava no meio dos nudistas, e que de vez em quando ia até perto do mar contemplá-lo, olhava em redor como se tudo fosse normal (depois é que reparámos que ele estava a escolher um “alvo”), ia buscar a sua toalha e deitava-se, primeiro de barriga para cima (para disfarçar) e depois de barriga para baixo de maneira a ficar voltado para as senhoras que estavam a apanhar banhos de sol, de maneira que as pudesse ver na sua intimidade, e ali ficava sem que ninguém desse conta ou se manifestasse. Nós só reparámos pois o elemento feminino do casaisnudistas, estava a apanhar sol e a ouvir música, e ao mudar de posição reparou que o dito senhor estava deitado mais abaixo, masturbando-se a olhar para ela, ela saiu da toalha indo para debaixo do chapéu reclamando em voz alta, o que fez com que o indivíduo saísse do sítio onde estava voltando para o seu lugar depois de passar pela água para lhe passar o calor. E foi assim todo o dia, tendo nós algumas vezes estragado o arranjinho, pois depois de vermos o “alvo” por ele marcado, enquanto ele ia buscar a toalha para se deitar, nós íamos precisamente para esse sítio jogar raquetes, para evitar que ele fosse para lá, o que não o incomodava pois simplesmente escolhia outro “alvo”. Esta atitude demonstrou nitidamente ser uma pessoa com problemas, mas que não tinha qualquer tipo de pudor em se despir para conseguir os seus intentos. Só aconteceu um dia, nunca mais voltou, pelo menos naquele sítio. São atitudes como estas que torna difícil haver mais mulheres a fazer nudismo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Infra-estruturas e vigilância

Quando o sol desperta, o céu fica limpo e azul e o calor aperta, lá começa a romaria para as praias. Tempo de espera em filas extensas e procurar estacionamento em parques já lotados, são sacrifícios feitos de bom grado para poder chegar à areia e escolher um espaço para estender a toalha, e gozar um dia de praia que se espera seja bem passado e agradável. O problema é que quando as pessoas começam a ir à praia, alguns serviços como os cafés ou restaurantes de praia já funcionam mas a vigilância ainda não, e o mar ainda está revolto e com correntes muito fortes.
No fim-de-semana passado cinco pessoas perderam a vida em praias portuguesas, por se aventurarem em águas geladas e com correntes fortes e traiçoeiras.
Agora os concessionários dizem que a época balnear deve começar mais cedo e as entidades responsáveis por este pelouro vêm dizer que os concessionários é que têm de contratar os nadadores salvadores mais cedo, ou seja empurram de uns para os outros, quando na nossa opinião, a responsabilidade desta situação deve ser dividida por três, visto que não faz sentido haver uma data para começo e terminus oficial da época balnear num país como o nosso que tem uma extensão grande de praias e em que existe a facilidade das pessoas do litoral se deslocarem a essas praias, mas também se são os concessionários que contratam os nadadores salvadores na época balnear, que geralmente abrange uma área frontal ao restaurante ou bar na praia que tem a concessão e que lhes proporciona mais negócio, pois possibilita-lhes o aluguer de espreguiçadeiras e chapéus-de-sol, porquê esperarem por uma época definida em calendário para contratarem os nadadores salvadores, se quando o tempo já é bom, as praias se encontram cheias?
Mas uma parte da responsabilidade também terá de ser atribuída às pessoas, que muitas vezes não respeitam o mar nem as indicações que lhes dão, ou porque acham que sabem nadar muito bem ou que só acontece aos outros, aventuram-se bastante.
Mas isto serve para lembrar a situação com que nós nos deparamos todos os anos, que é precisamente a falta de nadadores salvadores em praias nudistas.
Dado que em Portugal os nadadores salvadores são da responsabilidade do concessionário da praia na qual trabalham, e geralmente esse concessionário também explora restaurantes ou bares na praia, e visto que as praias nudistas em Portugal, não possuem essas infra-estruturas, não temos nas nossas praias qualquer tipo de vigilância, à excepção da praia das Adegas em Odeceixe que já há alguns anos possui um nadador salvador. No entanto deveriam estas praias ser também vigiadas visto ser uma situação diferencial em relação aos frequentadores das praias têxteis, (se estão vestidos podem ter vigilância, se estão nus então não) ou seja os nudistas têm que ter muito mais cuidado visto que em muitos casos as praias, mesmo as legalizadas, têm um mar bastante forte ou fundões, mesmo com bandeira verde, em que se torna perigoso o refrescante banho de mar – a praia do Meco é um desses casos.Às vezes nos questionamos se, em relação à praia do Meco, os papeis estivessem invertidos, isto é, se quem explorasse o restaurante fosse nudista e a praia frontal ao restaurante cuja concessão é da responsabilidade do restaurante também fosse nudista e a praia ao lado fosse têxtil, quanto tempo demorariam a ter infra-estruturas básicas e vigilância. Muito menos, certamente do que os nudistas que ao longo do país que esperam que se lembrem que eles também têm necessidades, de comer, de se refrescarem ou as mais básicas necessidades fisiológicas, e que quem frequenta as praias nudistas também tem direito de as frequentar como família com crianças que têm mais necessidades do que os adultos.
Vamos pedir a todos os têxteis e aos responsáveis pelas autarquias, que fechem os olhos e imaginem as vossas praias, bastante limpas com as espreguiçadeiras todas colocadas por debaixo dos chapéus de palha, proporcionando sombras agradáveis, dois nadadores salvadores que vos dá bastante segurança para poderem levar as crianças, um bar ou restaurante que vos possibilita usar da casa de banho, beber uma bebida (muitas vezes sem sair da praia) ou comer qualquer coisa, divertimentos de mar que podem ser alugados…Agora imaginem que estão nessa praia, mas sem a limpeza, as espreguiçadeiras, os chapéus de palha (têm que levar os vossos chapéus de sol), os nadadores salvadores, os divertimentos de mar e em que o restaurante ou bar que nos possibilita beber ou comer qualquer coisa e usar a casa de banho ou não existe ou fica a cerca de 1,5 Km de distância. Gostam?
Nós também não.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os valores do nudista

Muito se tem escrito e comentado acerca do nudista e dos seus valores, pois existe quem pense que o nudista, por não ter tabus sobre a nudez não tem valores. Não é verdade, na verdade existem muitos valores, valores morais, humanos, sociais, políticos, religiosos, etc, etc., e não são exclusivos de ninguém, simplesmente foram criados há muito tempo para tentar ordenar uma sociedade e vão passando de geração em geração. Mas temos que olhar para esses valores com mais atenção do que é hábito fazer. Primeiro para compreender que foram criados num tempo próprio, e que porventura nesse tempo se adequavam, mas os tempos mudam e as sociedades também, logo devemos actualizar também alguns dos nossos valores, mantendo no entanto outros valores, principalmente alguns valores morais já existentes. Os mais pessimistas pensam que as coisas já não são como eram, muitas vezes sem repararem que eles também mudaram alguns dos valores existentes.
Muita gente confunde valores com princípios, e os erros que existem vêm dessa confusão.
Os valores podem ser mutáveis e por isso nem toda a gente os seguem, visto que os vão actualizando, o que não invalida que as pessoas tenham princípios e os defendam, e os eduquem.
Nós sabemos bem o porquê destes comentários, porque essas pessoas continuam a misturar nudez com promiscuidade, libertinagem ou sexo, mas o verdadeiro nudista encara a nudez como uma situação que lhe agrada e que pratica tentando não chocar outros, escolhendo o espaço adequado para o fazer (pelo menos esta é a nossa maneira de fazer nudismo).
Também este pensamento está ligado com a ideia de que a educação de crianças dentro do nudismo por pais nudistas, é condicionar essas mesmas crianças.
Já aqui fizemos referência às crianças e o nudismo, e continuamos a achar que na realidade, além de não ser prejudicial para elas, as estamos a libertar de um tabu e preconceito existente em relação à nudez e que mais tarde as vai ajudar no seu relacionamento consigo próprias bem como com os outros.
Claro que devemos ser pais atentos, não só na praia de nudismo,como nas praias
têxteis, na escola, na rua, em todo o lado, porque infelizmente a maldade pode aparecer em qualquer lugar (e não só nos espaços nudistas como muitos querem fazer passar).
Mas deixemo-nos de confundir as coisas e de falsos moralismos. Nós preferimos passar a informação que a nudez não é nenhum tabu, e que o mais importante é o respeito pela família, pelo próximo e que para se vencer na vida é preciso humildade e que não se conseguem as coisas a qualquer custo, enquanto muitos acham a nudez algo que se deve esconder, atropelando depois todos os princípios (e não valores) básicos da sã convivência entre seres humanos, atingindo os seus objectivos sem se preocuparem com quem lhes está próximo. 
Nós achamos que somos nudistas com valores, com algumas virtudes, mas sobretudo com princípios, e estamos convencidos que grande parte dos nudistas - ou naturistas nudistas - existentes têm a mesma opinião.

sábado, 15 de maio de 2010

Vamos descobrir quantos nudistas portugueses nos acompanham

Existem alguns dados na net que indicam que frequentadores das praias nudistas/naturistas em Portugal, são cerca de 100 000 (?), alguns deles inscritos nas diversas associações naturistas. No entanto pensamos que a maioria provavelmente não estará inscrito em nenhuma associação.
O que pretendemos com este post, é saber quantos nudistas/naturistas (com acesso à net e que queiram responder) existem em Portugal, a vossa experiência, as praias por vós já frequentadas (a vossa opinião àcerca delas), e se pertencem a alguma associação ou não.
Gostaríamos que nos enviassem a vossa resposta para o nosso mail (casaisnudistas@hotmail.com), identificados ou não e que nos digam se podemos publicar a vossa mensagem. Nós respeitaremos as vossas opiniões, e embora esta página seja de casais nudistas, não rejeitamos os singles, masculinos ou femininos (embora as mulheres não gostem muito de participar nestas coisas).
Vamos ver quantos somos.
Quem sabe se com esta informação e se estivermos todos num raio de acção próximo, possamos fazer um primeiro encontro do blog casaisnudistas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Férias nudistas em Almanat

Nós sempre fizemos férias em campismo e em 2006 pensámos fazê-las num parque que fosse mais perto de uma praia nudista do que era usual (parque de S. Miguel – praia de Odeceixe). Depois de fazer uma pesquisa mais aprofundada na net, descobrimos uma solução (parque de campismo Almanat em Málaga) que era um pouco de dois em um, pois era um parque de campismo em que na página que consultámos dizia que a distância do parque à praia era de 0 metros, e a praia era nudista bem como o parque.
Na altura ficámos a pensar como seria fazer férias num parque de campismo nudista, mas como sempre quisemos experimentar, resolvemos tentar fazer a reserva.
Na altura da reserva solicitámos as condições para frequentar o parque, pois tínhamo-nos deparado com alguns parques e resorts em que a nudez só era permitida na praia e na piscina e não queríamos criar nenhuma situação desagradável, ainda por cima sendo a nossa primeira vez num parque nudista.
A resposta a essa solicitação foi - não usar roupa.
Ao que voltámos a perguntar - não usar roupa onde?
E a resposta foi – em todo o lado.
Fizemos a reserva e na data marcada metemo-nos ao caminho, e após várias paragens para comer e para as crianças esticarem as pernas chegámos ao destino.
Durante o caminho fomo-nos questionando como seria o parque e se estaríamos suficientemente à vontade para conviver uma série de tempo num parque nudista, pois seria tudo uma novidade (mesmo para nós que costumávamos ir todos os anos para praias nudistas), no entanto sabíamos que se não nos sentíssemos bem quer fosse pelas instalações ou pelo ambiente poderíamos sempre voltar.
Ao chegarmos junto da recepção começámos a ver logo uma série de nudistas que circulavam normalmente pelas imediações da entrada pois a recepção ficava entre a entrada para o parque e o espaço reservado ao parque de jogos e parque infantil.
Depois de tratarmos dos papéis para estadia no parque, entrámos e fomos então montar as nossas coisas no nosso espaço. Foram-nos transmitidas as regras de funcionamento do parque e que nos informava de que o parque era familiar, a nudez era obrigatória, com excepção para as crianças, para as senhoras em certas alturas sendo no entanto permitida só o uso da parte de baixo do biquíni, e nas noites de frio também era permitido o uso de roupa. Além disso era também informado as horas de silêncio, e que não haveria separação das casas de banho e dos duches (como é lógico, pois se toda a gente anda nua em todo o lado porquê casas de banho separadas?).
Nessa noite não nos despimos, fomos a um pequeno bar dentro do parque comer qualquer coisa, e sentimo-nos bastante à vontade, pois apesar de toda a gente andar nua e nós vestidos, não nos disseram nada nem olharam para nós de maneira diferente, (mais tarde percebemos que quem anda vestido no parque ou está a chegar ou está de partida) antes pelo contrário brincaram com as crianças e isso serviu em parte para nos ambientar.
No dia seguinte começámos então as nossas férias nuas e só nos vestíamos para sair do parque. Havia uma porta que dava directamente para a praia nudista, e só quem estava no parque tinha acesso a essa porta, mas a praia era livre através de uma entrada pelo lado do parque.
Praia grande, só nudista, com mar calmo, com muita preocupação pela limpeza, mas com um problema – em vez de areia a praia é de pedra miudinha, chamada de pedra de rio e que se torna um pouco desagradável para andar.
Junto à entrada do parque, do lado da praia, havia um restaurante que só servia almoços, mas muito agradável.
O parque tem vários balneários mistos, muito limpos, um supermercado e um bar, uma piscina muito agradável e court de ténis, campo de futebol, cesto de basquete, churrasco e parque infantil para as crianças.
No tempo que lá estivemos o parque esteve sempre cheio (com todas as idades, de crianças a menos novos – incluindo bastantes grávidas) e foi feita uma festa com uma sardinhada a preço simbólico para os campistas, um artista que foi actuar no recinto do parque à noite, e insufláveis para as crianças, e foi bastante agradável a confraternização, quer à noite na festa (vestidos), quer nos insufláveis, durante o dia, entre os pais enquanto as crianças brincavam (nus).
O tempo passado lá foi muito agradável, com uma sensação de liberdade incrível para todos, sem malícia, e com pena tivemos de terminar essas férias.
Continuamos a recordar os tempos agradáveis lá passados, mas no caminho para casa ficou a promessa de lá voltarmos.
(Como é obvio passou a constar nos nossos favoritos.)
E é verdade a nudez é total e obrigatória em todos os espaços.