quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Caça às bruxas
Embora tenhamos estado de férias no interior centro do nosso país, a usufruir dos benefícios que o ar do campo pode proporcionar, assim como das belas praias fluviais que existem, com muito boas condições e infra-estruturas (pena que não sejam nudistas), mantivemo-nos atentos às questões nudistas que se desenvolveram durante este tempo no nosso país através dos órgãos de comunicação social (que era a única coisa que nos ligava ao resto do mundo, visto que net e telemóveis raramente funcionavam por falta de rede), nomeadamente o caso da praia da Estela.
E ficámos deveras surpreendidos com o que vimos e ouvimos, pois não pensávamos ser possível chegar-se a tal ponto.
Pelo que pudemos apurar já há algum tempo que alguns têxteis se movimentavam para que os nudistas deixassem de frequentar esta praia, tendo havido até alguns confrontos no ano passado, com têxteis a invadir a praia com paus e pedras para expulsarem os nudistas, que dizem praticam actos sexuais à vista de toda a gente. No entanto a polícia marítima afirma que não existem queixas desse género, e sempre houve um relacionamento cordial entre nudistas e têxteis, e estamos a referirmo-nos a uma praia que, embora não fosse de nudismo legal, era há muito de nudismo tolerado, o que quer dizer que há muito que havia um equilíbrio entre os frequentadores têxteis e nudistas.
Pelo menos até a altura em que foi à assembleia da república o pedido de alteração de lei do nudismo/naturismo.
Pois agora apareceu um senhor vereador da Câmara Municipal da Póvoa do Varzim pelo PS, que veio a público denunciar essas práticas sexuais – se calhar sem nunca ter frequentado a dita praia – e dizer que é inadmissível a prática de nudismo pois importuna os têxteis, visto a praia ser uma praia têxtil.
Tudo isto não passaria de um fait divers político, em que o vereador aparece muito preocupado com o bem estar de algumas pessoas que até podem não ser do seu município, mas faz bem à sua imagem politica, não fosse estar presente na mesma conferência de imprensa, junto com o Sr. vereador, um individuo que apelou à violência para que a prática de nudismo naquela praia deixe de acontecer - "Caso eles [os nudistas] continuem aqui, a população pode optar pela violência", bem como os comentários que nos dias seguintes apareceram na televisão, nomeadamente uma pessoa que dizia que se o nudistas continuassem na praia teria que tomar medidas drásticas.E aqui, sim ficámos surpreendidos. Não só pela situação de ameaças de violência contra nudistas, só porque não se concorda com a filosofia de vida seguida por estas pessoas, mas mais grave, a intervenção de pessoas com responsabilidades políticas a nível camarário e que dão o seu aval, quer através do discurso quer através da presença em conferências de imprensa em que se apela à violência.
O próximo passo do Sr. vereador é designar a praia como zona balnear designada, para que não seja possível a legalização da praia para o nudismo/naturismo (parece os miúdos donos da bola, é minha só eu é que jogo).
Depois de vermos esta “novela”, comentámos que isto é só o começo pois outras praias aparecerão e outras questões se levantarão, mas o que parece é que voltámos ao tempo da caça às bruxas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Nudismo: Falta de condições de segurança nas praias preocupa naturistas
No jornal 'Público' de dia 19/07/2010 saiu este artigo que faz menção a muitas situações já focadas por nós neste blog e que passa pela falta de segurança e de infraestruturas nas praias de nudistas, bem como o crescente "empurrão" que os têxteis estão a fazer junto dos nudistas com a sua permanência, muitas vezes de provocação, muitas vezes só para poderem ter uma visão privilegiada dos nus, e no caso que conhecemos melhor - o Meco - temos notado que assim é. Não temos nada contra os têxteis, só achamos que cada qual tem o seu espaço e deve ser respeitado. Aqui fica o texto para ser lido e pensado por todos os nudistas, pois parece que o nudista português só quer o seu espaço para a sua prática, não fazendo muito para "lutar" por ele.
A lei 29/94, que define o regime de prática do naturismo, estipula que estas praias devem ser isoladas e encontrar-se a, pelo menos, 1500 metros de aglomerados urbanos, escolas, colónias de férias, hotéis, parques de campismo ou conventos, mas não acautela a segurança dos banhistas que optam pela nudez.
"As praias não têm nadadores-salvadores, não há concessionários privados que queiram pegar em praias naturistas. Estas praias não têm as condições que deveriam ter", lamentou o presidente da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN), Rui Martins.
A praia dos Alteirinhos (Odemira), foi a última a juntar-se à lista oficial que inclui ainda as praias de Adegas (Aljezur), Barril (Tavira), Belavista (Almada), Meco (Sesimbra) e Salto (Sines).
A estas acrescem muitas outras zonas balneares "toleradas", que acolhem um número incerto de nudistas, mas que Rui Martins assegura estar a aumentar já que "as pessoas convivem melhor com o corpo que têm e libertam-se mais".
"Normalmente, quando experimentam, ficam adeptas. Há pessoas que procuram a FPN e convidamo-las a participarem nos nossos encontros. Muitas juntam-se ao movimento", garantiu.
E mais seriam, acredita o responsável da FPN, não fosse a invasão das praias naturistas por "têxteis" (pessoas que não são nudistas) que "inibe o aparecimento de novos adeptos".
"As praias naturistas estão a ser completamente invadidas por 'têxteis'. Na semana passada, no Meco, 80 por cento dos frequentadores eram 'têxteis'. De certa maneira, isso inibe o aparecimento de novos nudistas", contou Rui Martins, acrescentando que os nudistas não estão contra os 'têxteis', mas sim "contra alguns abusos de pessoas que não são nudistas e adoptam comportamentos exibicionistas ou vão para a praia com intuitos menos próprios".
"Já fui abordado numa praia tolerada e resguardada, onde não há 'mirones', por uma senhora que me veio fazer uma proposta indecente", contou à Lusa.
Pior ainda, só os "mirones", que continuam a ser uma presença quase tão habitual nestas praias como os próprios nudistas.
"Há cada vez mais 'mirones'", disse Rui Martins, lamentando a falta de praias e infra-estruturas para nudistas.
Muitas autarquias resistem ainda a este modo de viver e, em muitos casos, o desacordo e o preconceito face ao nudismo chega a gerar conflitos, como aconteceu no ano passado na praia da Estela (Póvoa da Varzim), uma das preferidas pelos nudistas da região Norte.
"Na praia da Estela chegou a haver ameaças de grupos que pareciam milícias populares, armados com paus e pedras. São coisas que não se viam há muitos anos", lamentou o presidente da FPN.
Uma vez que as autoridades da zona "não estão muito interessadas" em legalizar a praia para a prática oficial de nudismo, a Federação optou por nem sequer avançar com um requerimento.
"Se pusermos um requerimento pode haver mais vigilância e inviabilizar no futuro a legalização da praia", justificou Rui Martins.
Oficializar uma praia depende, sobretudo, "da vontade política das autarquias" e a FPN só avança quando o processo tem fortes possibilidades de ter um desfecho favorável.
A Federação começa por avaliar a sensibilidade dos autarcas, contactando os municípios onde existem praias toleradas e frequentadas há muitos anos por naturistas.
"Só avançamos quando temos quase a certeza que o parecer nos é favorável", frisou Rui Martins
O requerimento tem ainda de passar pela consulta a várias entidades antes de poder ser aprovado pela assembleia municipal.
Para os naturistas, estar nu não é só andar sem roupa, mas reflecte também uma determinada filosofia de vida.
"O naturismo é conviver bem com o nosso corpo, não temos problemas em mostrá-lo, nem olhamos de maneira menos própria para o dos outros. Gostamos de conviver naturalmente, apanhar sol e banhar-nos nus", explicou o presidente da FPN. Como descreve o site da FPN, os naturistas prezam a prática da nudez colectiva em harmonia com a natureza, com o propósito de favorecer a auto-estima e o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.
(...)
A lei 29/94, que define o regime de prática do naturismo, estipula que estas praias devem ser isoladas e encontrar-se a, pelo menos, 1500 metros de aglomerados urbanos, escolas, colónias de férias, hotéis, parques de campismo ou conventos, mas não acautela a segurança dos banhistas que optam pela nudez.
"As praias não têm nadadores-salvadores, não há concessionários privados que queiram pegar em praias naturistas. Estas praias não têm as condições que deveriam ter", lamentou o presidente da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN), Rui Martins.
A praia dos Alteirinhos (Odemira), foi a última a juntar-se à lista oficial que inclui ainda as praias de Adegas (Aljezur), Barril (Tavira), Belavista (Almada), Meco (Sesimbra) e Salto (Sines).
A estas acrescem muitas outras zonas balneares "toleradas", que acolhem um número incerto de nudistas, mas que Rui Martins assegura estar a aumentar já que "as pessoas convivem melhor com o corpo que têm e libertam-se mais".
"Normalmente, quando experimentam, ficam adeptas. Há pessoas que procuram a FPN e convidamo-las a participarem nos nossos encontros. Muitas juntam-se ao movimento", garantiu.
E mais seriam, acredita o responsável da FPN, não fosse a invasão das praias naturistas por "têxteis" (pessoas que não são nudistas) que "inibe o aparecimento de novos adeptos".
"As praias naturistas estão a ser completamente invadidas por 'têxteis'. Na semana passada, no Meco, 80 por cento dos frequentadores eram 'têxteis'. De certa maneira, isso inibe o aparecimento de novos nudistas", contou Rui Martins, acrescentando que os nudistas não estão contra os 'têxteis', mas sim "contra alguns abusos de pessoas que não são nudistas e adoptam comportamentos exibicionistas ou vão para a praia com intuitos menos próprios".
"Já fui abordado numa praia tolerada e resguardada, onde não há 'mirones', por uma senhora que me veio fazer uma proposta indecente", contou à Lusa.
Pior ainda, só os "mirones", que continuam a ser uma presença quase tão habitual nestas praias como os próprios nudistas.
"Há cada vez mais 'mirones'", disse Rui Martins, lamentando a falta de praias e infra-estruturas para nudistas.
Muitas autarquias resistem ainda a este modo de viver e, em muitos casos, o desacordo e o preconceito face ao nudismo chega a gerar conflitos, como aconteceu no ano passado na praia da Estela (Póvoa da Varzim), uma das preferidas pelos nudistas da região Norte.
"Na praia da Estela chegou a haver ameaças de grupos que pareciam milícias populares, armados com paus e pedras. São coisas que não se viam há muitos anos", lamentou o presidente da FPN.
Uma vez que as autoridades da zona "não estão muito interessadas" em legalizar a praia para a prática oficial de nudismo, a Federação optou por nem sequer avançar com um requerimento.
"Se pusermos um requerimento pode haver mais vigilância e inviabilizar no futuro a legalização da praia", justificou Rui Martins.
Oficializar uma praia depende, sobretudo, "da vontade política das autarquias" e a FPN só avança quando o processo tem fortes possibilidades de ter um desfecho favorável.
A Federação começa por avaliar a sensibilidade dos autarcas, contactando os municípios onde existem praias toleradas e frequentadas há muitos anos por naturistas.
"Só avançamos quando temos quase a certeza que o parecer nos é favorável", frisou Rui Martins
O requerimento tem ainda de passar pela consulta a várias entidades antes de poder ser aprovado pela assembleia municipal.
Para os naturistas, estar nu não é só andar sem roupa, mas reflecte também uma determinada filosofia de vida.
"O naturismo é conviver bem com o nosso corpo, não temos problemas em mostrá-lo, nem olhamos de maneira menos própria para o dos outros. Gostamos de conviver naturalmente, apanhar sol e banhar-nos nus", explicou o presidente da FPN. Como descreve o site da FPN, os naturistas prezam a prática da nudez colectiva em harmonia com a natureza, com o propósito de favorecer a auto-estima e o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.
(...)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fim-de-semana de espectáculo rock, confusão na praia.
Foi o que pensámos quando soubemos que no fim-de-semana que passou iria haver um festival rock na zona do Meco. Mas a princípio nem nos causou grande impacto pois quando, na vezes anteriores que fomos à praia passámos pelo recinto onde iam ser feito os espectáculos, reparámos que era mais perto da Lagoa da Albufeira do que do Meco, portanto não haveria problema. Mas na semana passada ao lermos alguns jornais reparámos que aconselhavam as pessoas que iam ao festival, para passar o tempo durante o dia, a irem para a praia nomeadamente para a praia do Meco e que inclusive, informavam que do lado esquerdo da praia podiam encontrar nudistas. Aliado a tudo isto, as informações de que haveria restrições de trânsito, bem como a presença de Prince no Domingo (dia em que íamos à praia), já nos deixou preocupados. Mas mesmo assim fomos, pensando que se houvesse algum problema para circular poderíamos sempre voltar para trás. Felizmente para lá fomos sem problemas, até porque vamos cedo para a praia para as crianças poderem usufruir do sol, ficando nas horas de maior calor à sombra dos chapéus. E prevendo já uma enchente maior andámos ainda mais para o interior da praia nudista, com queixas das meninas da família (são duas, mãe e filha, mas queixam-se bastante, principalmente a pequena porque têm de andar muito, e a areia cansa). Montámos as nossas coisas e fizemos as nossas actividades normais de brincadeira junto ao mar, no entanto fomos reparando que não havia tantos nudistas como é habito, perguntando-nos se seria por causa do festival, havia sim era muitos grupos de jovens, que vestidos ou em topless começaram a ocupar a praia, sem problemas. O dia decorreu normalmente, com a presença da polícia quer na areia como no mar, ao que nos perguntámos se seria uma novidade para ficar ou algo só para o festival, mas à tarde reparámos que numa praia nudista tínhamos ficado reduzidos a 4 casais nus espalhados numa zona em que habitualmente é predominantemente nudista, e que para podermos ir ao mar tínhamos que circular por entre grupos de têxteis como se tivéssemos precisamente numa praia têxtil e não o contrário.
Nudismo Vs Nudez Opcional
Com isto tudo colocamos a seguinte pergunta:
Se quando vamos para uma praia têxtil e nos despimos, as pessoas dessas praias podem chamar o cabo-do-mar, que nos obriga a vestir, nos dá uma lição de não podermos estar nus numa praia em que não é permitido, e até nos pode multar, será que nós podemos fazer o mesmo numa praia nudista em relação aos têxteis que lá vão sem se despirem?
Já sabemos que algumas respostas vão ser que o nudismo só é permitido em praias legalizadas, e que temos que respeitar a lei, etc…Por isso mesmo, respeitando nós a lei, indo para uma praia de nudismo, e sendo em Portugal as praias consideradas de nudismo e não de nudez opcional (como acontece em alguns países), porque não podemos chamar o mesmo cabo-do-mar para obrigar as pessoas a despirem-se, dar-lhes o mesma lição e até multá-los por estarem vestidos em zona imprópria para o efeito? Só de imaginar a situação de poder multar têxteis por estarem a circular em zonas nudistas já dá vontade de rir.
Mas ficámos com uma referência para o futuro - praia em dia de festival rock, nem pensar. É preferível fazer nudismo em casa.
Nudismo Vs Nudez Opcional
Com isto tudo colocamos a seguinte pergunta:
Se quando vamos para uma praia têxtil e nos despimos, as pessoas dessas praias podem chamar o cabo-do-mar, que nos obriga a vestir, nos dá uma lição de não podermos estar nus numa praia em que não é permitido, e até nos pode multar, será que nós podemos fazer o mesmo numa praia nudista em relação aos têxteis que lá vão sem se despirem?
Já sabemos que algumas respostas vão ser que o nudismo só é permitido em praias legalizadas, e que temos que respeitar a lei, etc…Por isso mesmo, respeitando nós a lei, indo para uma praia de nudismo, e sendo em Portugal as praias consideradas de nudismo e não de nudez opcional (como acontece em alguns países), porque não podemos chamar o mesmo cabo-do-mar para obrigar as pessoas a despirem-se, dar-lhes o mesma lição e até multá-los por estarem vestidos em zona imprópria para o efeito? Só de imaginar a situação de poder multar têxteis por estarem a circular em zonas nudistas já dá vontade de rir.
Mas ficámos com uma referência para o futuro - praia em dia de festival rock, nem pensar. É preferível fazer nudismo em casa.
terça-feira, 6 de julho de 2010
1º Dia de praia
Domingo foi o nosso 1º dia de praia.
Levantar cedo para não apanhar trânsito e chegar ao Meco com tempo para ter estacionamento à sombra. Muito calor logo pela manhã, o rádio anunciava 35º para durante o dia e já estavam 27º às 09.00h. A criançada ia toda satisfeita por ser finalmente o dia de praia há muito prometido. Quando chegámos já a praia estava com algumas pessoas, fomos para o sítio habitual e montamos o nosso espaço com as toalhas e os chapéus-de-sol. O mar estava bravo (bandeira amarela) e a água estava um pouco fria, no entanto as crianças acharam óptima e fartaram-se de brincar à beira mar. Muita gente a fazer nudismo, mas também muitos têxteis a misturarem-se. Nada de extraordinário não fosse aqueles que ficam a olhar fixamente para as pessoas nuas como se nunca tivessem visto, ou então os que ao passearem junto ao mar param para admirarem melhor os corpos nus. O elemento feminino deste blog pela primeira vez sentiu-se incomodada, e com razão, pelos têxteis que, sem mostrarem qualquer problema, se punham parados a olhar fixamente para o corpo dela e de outras mulheres que estavam na água. Não é nada agradável e se os confrontamos ou olhamos directamente para eles ainda são mal-educados. Como ela dizia – “Parece que somos uns macaquinhos que estamos aqui para sermos vistos”. No entanto tudo se ultrapassou. Notámos a presença de mais estrangeiros a fazerem nudismo (principalmente alemães) o que é muito bom. E achámos que os têxteis estão a chegar a praia de nudismo/naturismo um pouco mais para longe do que era habitual. Continuamos a achar que faz falta uma zona bem delimitada e marcada como praia de nudismo/naturismo, e até comentámos que a quantidade de pessoas que ontem estava na praia a fazerem nudismo, se se unissem poderiam fazer coisas muito boas para o nudismo/naturismo do Meco, mas infelizmente as pessoas parece que só querem fazer o seu nudismo, no seu espaço e pouco mais. É pena.
À tarde, na hora de maior calor mantivemo-nos debaixo dos chapéus a descansar e a jogar, que com o sol não se brinca, e depois então fomos para a água novamente para nos refrescarmos, agora com menos pessoas a “passear”. No fim da tarde começou uma das características do Meco, que é de repente começar muito vento, e lá começam as pessoas a correrem atrás dos chapéus. Hora de vir embora, (também para não apanhar muito trânsito) cansados mas satisfeitos.
Durante a semana, trabalho mas no próximo fim-de-semana à mais…
Levantar cedo para não apanhar trânsito e chegar ao Meco com tempo para ter estacionamento à sombra. Muito calor logo pela manhã, o rádio anunciava 35º para durante o dia e já estavam 27º às 09.00h. A criançada ia toda satisfeita por ser finalmente o dia de praia há muito prometido. Quando chegámos já a praia estava com algumas pessoas, fomos para o sítio habitual e montamos o nosso espaço com as toalhas e os chapéus-de-sol. O mar estava bravo (bandeira amarela) e a água estava um pouco fria, no entanto as crianças acharam óptima e fartaram-se de brincar à beira mar. Muita gente a fazer nudismo, mas também muitos têxteis a misturarem-se. Nada de extraordinário não fosse aqueles que ficam a olhar fixamente para as pessoas nuas como se nunca tivessem visto, ou então os que ao passearem junto ao mar param para admirarem melhor os corpos nus. O elemento feminino deste blog pela primeira vez sentiu-se incomodada, e com razão, pelos têxteis que, sem mostrarem qualquer problema, se punham parados a olhar fixamente para o corpo dela e de outras mulheres que estavam na água. Não é nada agradável e se os confrontamos ou olhamos directamente para eles ainda são mal-educados. Como ela dizia – “Parece que somos uns macaquinhos que estamos aqui para sermos vistos”. No entanto tudo se ultrapassou. Notámos a presença de mais estrangeiros a fazerem nudismo (principalmente alemães) o que é muito bom. E achámos que os têxteis estão a chegar a praia de nudismo/naturismo um pouco mais para longe do que era habitual. Continuamos a achar que faz falta uma zona bem delimitada e marcada como praia de nudismo/naturismo, e até comentámos que a quantidade de pessoas que ontem estava na praia a fazerem nudismo, se se unissem poderiam fazer coisas muito boas para o nudismo/naturismo do Meco, mas infelizmente as pessoas parece que só querem fazer o seu nudismo, no seu espaço e pouco mais. É pena.
À tarde, na hora de maior calor mantivemo-nos debaixo dos chapéus a descansar e a jogar, que com o sol não se brinca, e depois então fomos para a água novamente para nos refrescarmos, agora com menos pessoas a “passear”. No fim da tarde começou uma das características do Meco, que é de repente começar muito vento, e lá começam as pessoas a correrem atrás dos chapéus. Hora de vir embora, (também para não apanhar muito trânsito) cansados mas satisfeitos.
Durante a semana, trabalho mas no próximo fim-de-semana à mais…
sábado, 3 de julho de 2010
Topless? Cá dentro não.
Em conversa com algumas amigas chegamos à conclusão que algumas pessoas têm algum receio de expor o corpo, ou partes dele, no seu país, mas quando vão de férias para o estrangeiro, expõe-no sem problemas.
Algumas pessoas nem no dia-a-dia usam roupas com decotes ou saias porque têm uma imagem bem vincada nos trabalhos que têm e acham que se a mudarem perdem o respeito dos colegas, e em relação à praia, topless ou nudismo – em Portugal – nem pensar.
Pelo que nos dizem, tem a ver com a possibilidade de encontrarem alguém conhecido e que fiquem numa posição difícil em relação a essa pessoa, mas no entanto no estrangeiro, já não há problema em encontrar alguém conhecido, nem nas ruas, nem nas praias, logo podem andar com decotes, sem soutien, com saias, mini-saias, calções, o que for. E na praia, topless claro.
Temos uma amiga que trabalha numa grande companhia internacional, com sede em Londres, que chega a pensar na possibilidade em encontrar alguém da administração, ao que já lhe dissemos que mesmo que ela dê de caras com os membros da administração, toda nua, não faria diferença pois eles de certeza que não sabem quem ela é (de certeza que nem os da administração em Portugal, quanto mais os de Londres).
Mas esta é uma ideia um pouco generalizada que existe e que passa por a pessoa se sentir mais desinibida em zonas distantes da área por onde costuma circular, e quanto mais longe mais desinibida se torna.
No entanto até as pessoas mais famosas têm a mesma opinião. Ainda há pouco tempo uma das nossas estilistas numa entrevista, quando lhe perguntaram se fazia nudismo ou topless, dizia que fazia sempre topless mas só no estrangeiro. Só que aqui têm receio por serem conhecidas e que as pessoas lhes podem tirar fotografias e aproveitarem-se para prejudicar a sua imagem. O que nós perguntamos é porque é que um pedaço de corpo exposto pode ser prejudicial para alguém ou como o topless pode ser prejudicial. Será que o corpo muda e fica mais belo no estrangeiro?
Às nossas amigas já dissemos que se é por um problema de exposição, que podem escolher uma praia de nudistas que talvez se sintam mais à vontade, pois as pessoas não prestarão atenção para o facto dos seus seios estarem expostos. No entanto a resposta mantém-se a mesma – o receio de encontrar alguém conhecido - e nem mesmo dizendo que se encontrarem alguém, esse alguém estará numa praia nudista, ou a fazer nudismo ou com alguém que o faça (logo não terá o impacto que pensam), altera o que já está enraizado em suas mentes.
Ideias…
Algumas pessoas nem no dia-a-dia usam roupas com decotes ou saias porque têm uma imagem bem vincada nos trabalhos que têm e acham que se a mudarem perdem o respeito dos colegas, e em relação à praia, topless ou nudismo – em Portugal – nem pensar.
Pelo que nos dizem, tem a ver com a possibilidade de encontrarem alguém conhecido e que fiquem numa posição difícil em relação a essa pessoa, mas no entanto no estrangeiro, já não há problema em encontrar alguém conhecido, nem nas ruas, nem nas praias, logo podem andar com decotes, sem soutien, com saias, mini-saias, calções, o que for. E na praia, topless claro.
Temos uma amiga que trabalha numa grande companhia internacional, com sede em Londres, que chega a pensar na possibilidade em encontrar alguém da administração, ao que já lhe dissemos que mesmo que ela dê de caras com os membros da administração, toda nua, não faria diferença pois eles de certeza que não sabem quem ela é (de certeza que nem os da administração em Portugal, quanto mais os de Londres).
Mas esta é uma ideia um pouco generalizada que existe e que passa por a pessoa se sentir mais desinibida em zonas distantes da área por onde costuma circular, e quanto mais longe mais desinibida se torna.
No entanto até as pessoas mais famosas têm a mesma opinião. Ainda há pouco tempo uma das nossas estilistas numa entrevista, quando lhe perguntaram se fazia nudismo ou topless, dizia que fazia sempre topless mas só no estrangeiro. Só que aqui têm receio por serem conhecidas e que as pessoas lhes podem tirar fotografias e aproveitarem-se para prejudicar a sua imagem. O que nós perguntamos é porque é que um pedaço de corpo exposto pode ser prejudicial para alguém ou como o topless pode ser prejudicial. Será que o corpo muda e fica mais belo no estrangeiro?
Às nossas amigas já dissemos que se é por um problema de exposição, que podem escolher uma praia de nudistas que talvez se sintam mais à vontade, pois as pessoas não prestarão atenção para o facto dos seus seios estarem expostos. No entanto a resposta mantém-se a mesma – o receio de encontrar alguém conhecido - e nem mesmo dizendo que se encontrarem alguém, esse alguém estará numa praia nudista, ou a fazer nudismo ou com alguém que o faça (logo não terá o impacto que pensam), altera o que já está enraizado em suas mentes.
Ideias…
quarta-feira, 30 de junho de 2010
“Sozinho não vou. É preciso entrar pelado”
00h29m
Marta Neves
A propósito da inauguração de pronto-a-vestir, na Baixa do Porto, loja ofereceu roupa às 20 primeiras pessoas que entraram nuas. Centenas de curiosos assistiram.
Uns, foram três horas antes, afoitos para serem os primeiros a chegarem. Outros, só apareceram para “mirarem” e também acabaram despidos.
Tudo valeu, ontem à hora de almoço, no centro comercial Gran Plaza, situado na Baixa do Porto, onde, a propósito da inauguração de uma loja de roupa, era sugerido ao público para entrar nu no estabelecimento. Em troca, os “corajosos” saíam integralmente vestidos sem pagarem nada.
Uma hora antes da iniciativa começar, a intenção de Vasco Nina, director de marketing da marca “Code”, era conseguir “bater os recordes” alcançados na abertura de outras duas lojas.
“Na Covilhã estavam 200 pessoas à espera, mas apenas nove tiveram coragem de se despir. Já em Paços de Ferreira, apenas três ficaram nus”, contou o empresário, que apostava que o evento na Invicta seria “um salto de fé”.E uma hora depois, confirmou-se as melhores das expectativas: mais de 200 pessoas na assistência, acotovelando-se à entrada da loja, e 20 finalistas: três mulheres e 17 homens, “despidos de preconceitos”, conforme desabafou Ângelo Castro, 47 anos, que desta forma aproveitou “uma excelente oportunidade de ter roupa nova”. “Já andava com as sapatilhas rotas”, confessou.
Também seguro que estava a “concretizar uma coisa única na vida”, Amílcar Alves, de 60 anos, deixou a mulher à porta e até fez poses para a assistência.Menos segura estava Cristina Leal, 27 anos, do Porto. “Ainda hesitei duas vezes, mas como o meu namorado também vai participar, decidi arriscar”. “Há que mudar mentalidades”, acrescentou.
Porém, às 13 horas em ponto, apenas Cristiana continuava sozinha a “honrar” o grupo das mulheres. Já o “risco de exposição”, esse, acabou por ser mínimo para os 20 corajosos.Virados de costas para o público, enquanto se despiam, andaram menos de três metros nus até à entrada da loja. Já dentro do estabelecimento, com roupões, escolheram as roupas - a oferta incluía sapatos, roupa interior, calças, camisa, camisola e casaco.
“Não tinha coragem para participar, porque já tenho a pele toda encorrilhada”, disse Ilda Teixeira, 67 anos, que foi ao “shopping de propósito só para espreitar”. Paula Mota e Noémia Trindade, vendedoras de produtos de cosmética no Gran Plaza, nunca viram o centro comercial “tão cheio” e, por isso, apelam à necessidade de “mais iniciativas como esta acontecerem”.
As escadas rolantes, usadas por público que andava à procura de um melhor ângulo dos despidos, nunca como hoje tiveram tão concorridas e as varandas dos pisos superiores tornaram-se escassas.
Sozinho não vou. É preciso entrar pelado?, gritava, o brasileiro Ricardo da Silva, ao telemóvel. Mas, feitas as contas, e somadas os ganhos, o jovem ficou nu. “Para a próxima, volto a estar lá”, concluiu.
Noticia Jornal de Noticias, 30/06/2010
Marta Neves
A propósito da inauguração de pronto-a-vestir, na Baixa do Porto, loja ofereceu roupa às 20 primeiras pessoas que entraram nuas. Centenas de curiosos assistiram.
Uns, foram três horas antes, afoitos para serem os primeiros a chegarem. Outros, só apareceram para “mirarem” e também acabaram despidos.
Tudo valeu, ontem à hora de almoço, no centro comercial Gran Plaza, situado na Baixa do Porto, onde, a propósito da inauguração de uma loja de roupa, era sugerido ao público para entrar nu no estabelecimento. Em troca, os “corajosos” saíam integralmente vestidos sem pagarem nada.
Uma hora antes da iniciativa começar, a intenção de Vasco Nina, director de marketing da marca “Code”, era conseguir “bater os recordes” alcançados na abertura de outras duas lojas.
“Na Covilhã estavam 200 pessoas à espera, mas apenas nove tiveram coragem de se despir. Já em Paços de Ferreira, apenas três ficaram nus”, contou o empresário, que apostava que o evento na Invicta seria “um salto de fé”.E uma hora depois, confirmou-se as melhores das expectativas: mais de 200 pessoas na assistência, acotovelando-se à entrada da loja, e 20 finalistas: três mulheres e 17 homens, “despidos de preconceitos”, conforme desabafou Ângelo Castro, 47 anos, que desta forma aproveitou “uma excelente oportunidade de ter roupa nova”. “Já andava com as sapatilhas rotas”, confessou.
Também seguro que estava a “concretizar uma coisa única na vida”, Amílcar Alves, de 60 anos, deixou a mulher à porta e até fez poses para a assistência.Menos segura estava Cristina Leal, 27 anos, do Porto. “Ainda hesitei duas vezes, mas como o meu namorado também vai participar, decidi arriscar”. “Há que mudar mentalidades”, acrescentou.
Porém, às 13 horas em ponto, apenas Cristiana continuava sozinha a “honrar” o grupo das mulheres. Já o “risco de exposição”, esse, acabou por ser mínimo para os 20 corajosos.Virados de costas para o público, enquanto se despiam, andaram menos de três metros nus até à entrada da loja. Já dentro do estabelecimento, com roupões, escolheram as roupas - a oferta incluía sapatos, roupa interior, calças, camisa, camisola e casaco.
“Não tinha coragem para participar, porque já tenho a pele toda encorrilhada”, disse Ilda Teixeira, 67 anos, que foi ao “shopping de propósito só para espreitar”. Paula Mota e Noémia Trindade, vendedoras de produtos de cosmética no Gran Plaza, nunca viram o centro comercial “tão cheio” e, por isso, apelam à necessidade de “mais iniciativas como esta acontecerem”.
As escadas rolantes, usadas por público que andava à procura de um melhor ângulo dos despidos, nunca como hoje tiveram tão concorridas e as varandas dos pisos superiores tornaram-se escassas.
Sozinho não vou. É preciso entrar pelado?, gritava, o brasileiro Ricardo da Silva, ao telemóvel. Mas, feitas as contas, e somadas os ganhos, o jovem ficou nu. “Para a próxima, volto a estar lá”, concluiu.
Noticia Jornal de Noticias, 30/06/2010
domingo, 27 de junho de 2010
Para quando as férias?
Este ano as férias estão um pouco complicadas. Por dificuldade em conjugar os tempos de férias de cada um, pensamos que este ano serão mais curtas, no entanto parece que só agora é que conseguimos ter algumas datas confirmadas, o que nos levou a procurar alguns destinos. Gostaríamos muito de responder ao apelo do nosso presidente da república que devido à crise europeia salientou a necessidade de efectuar férias dentro do nosso país, e como tal pesquisámos alguns destinos, com a vertente nudista sempre presente, mas infelizmente a falta de infra-estruturas, bem como os preços praticados nos afastam dos destinos nacionais. Pensámos em Odeceixe e a suas praias de nudismo, e como temos um parque de campismo perto, poderia ser um bom destino, no entanto os preços praticados comparados com o parque de Almanat em Espanha, bem como as condições de cada parque, nos leva a pender por Espanha. O mesmo se passou com o Parque dos Carriços, que não conhecemos mas seria uma boa altura para conhecer, mas a falta de boas praias perto do parque também nos leva a pensar em destinos fora do nosso país. Porque, por incrível que pareça, os preços praticados no nosso país são os mesmos ou mais caros que em Espanha, e em Espanha a nível de nudismo as infra-estruturas são bastante melhores, não havendo necessidade de nos preocuparmos em deslocações para chegarmos a uma praia nudista. Por fim ficámos muito inclinados para gozar férias em Costa Natura, em Espanha, e se conseguirmos será uma nova experiência nudista para mais tarde recordar, no entanto só mais lá para a frente é que saberemos se é ou não possível, se não for podemos sempre fazer o mesmo do ano passado que é frequentar a praia do Meco durante as semanas de férias, além da frequência normal de fins-de-semana entre Julho e Setembro.
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