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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As modas


No início do Verão, num programa informativo de um canal de televisão, convidaram uma especialista de moda (?!?), para explicar qual a moda para o Verão deste ano, quer para o dia-a-dia, quer para a praia, e as ideias apresentadas deixaram-nos um pouco perplexos.
Começou por dizer que a moda para este ano para sair durante o dia e noite, deveria ser de roupas frescas (claro é Verão), e que as mulheres poderiam usar e abusar dos calções e saias curtas. E quando foi questionada sobre a idade com que se poderia usar mini saias e calções curtos, informou que este tipo de roupa poderia ser usado sem problema até aos sessenta anos (será que está tabelado?), pois um corpo bem cuidado não apresentaria problemas em ser mostrado até essa idade, mas em relação à praia a exposição do corpo seria mais complicada, pois a moda para este ano não contemplaria a nudez nem a utilização de tanga ou fio dental - pois este tipo de exposição só seria para o recato da nossa casa - mas sim o uso de biquíni (de preferência com calção), fato de banho completo ou triquini.
E é aqui que nós dizemos que algo não bate certo, então pode-se usar roupas frescas e calções e mini saias até os sessenta anos, mas na praia já não se pode expor o corpo? Nem pessoas mais novas?
Isto das/dos especialistas de moda que dizem quais são as tendências do que se deve vestir para o ano tal, sempre nos causou muita estranheza. É algum curso que se tira, um dom, ou as pessoas um dia levantam-se da cama e dizem que a moda para este ano é toda a gente vestida de amarelo?
Para nós isto de especialistas de moda não passa de um aproveitamento para um negócio, pois geralmente estes especialistas ou são estilistas que dirão que a moda é precisamente aquela que eles/elas desenharam, ou então são proprietárias de lojas de roupa que dirão que a moda são as roupas que a sua loja comercializa, se for um pronto-a-vestir, ou os biquínis e fatos de banho de um certo tipo se tiver uma loja de roupa de praia. Ou seja tudo o que possa ajudar no negócio. Neste caso parece-nos que a especialista tinha um negócio de roupa de praia.
Para nós é-nos indiferente, pois quando vamos à praia é para fazer nudismo - não nos preocupamos se estamos conforme a moda ou não, e mesmo se formos a uma praia têxtil usamos os mesmos biquínis e calções que já temos há muitos anos e que continuam bons devido ao pouco uso.
Quando chega a esta altura, temos amigos que andam sempre preocupados em procurar o biquíni de cor X ou os calções da marca Y, para poderem usar as últimas tendências, e estarem sempre actualizados em relação à roupa de praia.
No entanto existe algo que não se muda mesmo que a cor da moda ou o estilo de biquíni ou calções mude todos os anos, que é o nosso corpo – esse mantém-se sempre o mesmo.
Como tal, nós como nudistas, estamos sempre na moda.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nudismo - Direito ou provocação

Debate apresentado no programa da tarde, do dia 13/07/2011, na SIC, com alguns convidados, inquérito de rua e participações por telefone.
Muito bom para desmistificar algumas situações e para mostrar que o nudismo/naturismo é acima de tudo uma filosofia de vida e não exibicionismo.
Muito bom programa e grande passo para o nudismo/naturismo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Finalmente, praia.


Não, não são férias, pelo menos não para todos, pois enquanto um está de férias com as crianças o outro está a trabalhar, e mais tarde os papeis irão inverter-se, mas é o nosso contributo para saírmos da crise, pois assim uma pessoa do agregado está sempre a trabalhar e, infelizmente as férias este ano dificilmente serão passadas em familia, mas é o que temos. Mas voltando ao titulo deste post, finalmente praia porque no Domingo passado conseguimos ter o nosso primeiro dia de praia este ano, e claro o destino foi o Meco. As previsões apontavam para um dia com o céu muito nebulado, mas como no Sábado a previsão tinha sido a mesma e depois o dia tinha sido bom, resolvemos arriscar - não foi o ideal, mas também não foi mau.
O dia estava com um vento um pouco frio, mas a temperatura do mar até estava agradável, mas da parte da tarde levantou-se mais vento e para nós isso fez terminar o primeiro dia de praia. (O Meco é uma praia muito boa, mas para nós tem dois defeitos - o vento que se costuma levantar e o mar forte que mesmo com bandeira verde nos assusta, e nos provoca algum receio). Mas o dia até foi bem passado com as crianças a gostarem, e nós também ficámos agradados, pois reparámos que houve algumas mudanças no Meco em relação ao que vimos no ano passado, e que aqui manifestámos.
Para começar, o Meco já tem uma placa informativa da praia que é, e que alerta as pessoas para o que podem encontrar, o que já é um grande avanço dado que antes tinha uma placa em madeira escrita à mão e umas pedras que tentavam demarcar a praia, No entanto ao olharmos para a placa surgiu-nos a questão - onde começa a praia, será onde está a placa ou mais para a frente? (Nós costumamos ficar na zona da água doce que cai da falésia e da argila, e esperamos que estejamos já dentro da zona nudista). Este passo que foi dado já é um grande passo, mas se calhar o próximo poderia ser uma placa mesmo no meio do areal a informar que a partir daquela zona se pode encontrar nudez total para que as pessoas possam saber o que vão encontrar e se mesmo assim querem ir para essa praia.
Outra das mudanças em relação ao ano transacto, foi reparar que a nudez parece ter voltado para o locais mais perto da entrada da praia, coisa que o ano passado não aconteceu, pois parecia que a praia de nudismo estava cada vez mais a ser empurrada para longe, o que fazia com que nós tivessemos de andar mais - esperamos que esta situação seja para manter.
Também reparámos da presença de vários casais a praticar nudismo e menos singles, o que demonstra uma maior têndencia para o nudismo familiar.
Todas estas mudanças mais o facto de haver menos texteis na zona nudista, pode demonstrar uma mudança de atitude e mentalidade para quem frequenta a praia do Meco, o que indica um avanço importante. Esperamos que seja para manter. Nós gostaríamos que tal acontecesse.

domingo, 3 de julho de 2011

Pedalar (quase) nu pelo ambiente


Devido a afazeres profissionais, só agora nos foi possível vir comentar o que se passou no fim de semana passado.
O que estava previsto acontecer era um evento em que se iria pedalar nu pelo ambiente, evento que acontece em várias partes do mundo sempre com grande cobertura, mas sem grandes proibições. Ora o que realmente se passou foi o evento pedalar quase nu, ou o mais despido possível pelo ambiente, isto porque a polícia resolveu fazer cumprir a lei precisamente neste ponto da nudez naquele próprio dia (quando nós todos os dias os vemos fechar os olhos a outras situações bem mais graves, mas que dão mais trabalho e envolvem grupos mais fortes). Nós por acaso até achámos estranho a informação que circulava nos dias anteriores ao evento que indicavam que não haveria qualquer tipo de problema, inclusive na ante-véspera um canal de televisão informava que a policia não se iria opor nem deter ninguém que se apresentasse nu, ao que pensámos que afinal tinha havido um avanço significativo na mentalidade das pessoas, visto que já se tinha colocado a questão da nudez ser permitida, mas condicionada a alguma queixa feita na altura. Mas eis se não que na véspera do evento a polícia vem informar de que afinal a nudez não será permitida porque a lei não permite e neste dia até vamos fazer cumprir a lei, mas principalmente porque pode haver crianças presentes e essas não podem ver as pessoas nuas. Com isto não queremos que as leis não sejam cumpridas, no entanto em algumas situações pontuais se abrem excepções, e que em alguns casos se transformam em regras, como no caso de festas e festivais em que a lei do ruido deixa de ser aplicada e a polícia até é paga para estar presente. Em relação às crianças não puderem ver nudez, é chamada a desculpa fácil, dado que as crianças devem conhecer um  corpo nu pois concerteza já se viram, além de que geralmente neste tipo de manifestações existe sempre algo utilizado para marcar uma posição o que neste caso seria a nudez, o que até poderia ser explicado às crianças pelos adultos. Mas se o caso fosse realmente a nudez poder ser vista pelas crianças, então as autoridades deste país teria muito que fazer ao proibir as televisões, os jornais e as revistas de mostrarem a nudez nos seus programas ou nas suas páginas, mas se calhar nesses casos ja é considerado normal e até contribui para o desenvolvimento das crianças. Ouve quem dissesse que o pedalar de biquini já foi um avanço (???), e que para o ano poderia ser melhor, mas isso só poderá acontecer se a lei mudar ou as mentalidades se alterarem radicalmente. Esperamos estar cá para o ver.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Chegou o Verão


Hoje pelas 18.16 h. começou o Verão, e com ele espera-se que também chegue o bom tempo que nos permita frequentar as praias como gostamos, despidos. Neste mês de Junho é sempre difícil frequentarmos as praias devido ao final das actividades lectivas das crianças que nos obriga (sempre com agrado) a estar presentes nas diversas actividades e festas de final de ano, mas a partir do próximo mês, se o tempo o permitir, iremos retomar o hábito das idas à praia, que ao que parece só se poderá fazer aos fins de semana, visto que este ano temos uma situação diferente pelo qual nunca passámos, pois devido aos nossos empregos estamos com as férias desencontradas, quando um está de férias o outro está a trabalhar e vice-versa (como se diz em Portugal, como o padeiro e a mulher a dias, que raramente se encontram), mas mesmo assim o nudismo estará presente sempre que possível, e quem sabe, até pode ser que entretanto, as coisas se alterem...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dia Mundial do Naturismo - O Dia Seguinte


Notícia Bom Dia Luxemburgo
20/06/2011

A Federação Portuguesa de Naturismo assinalou este domingo o Dia Mundial do Naturismo com actividades culturais e desportivas e com uma acção de limpeza da praia do Meco, em Sesimbra, uma das sete praias oficiais para a prática de nudismo.
Além da apresentação do livro "Ser Natural", que decorreu ao final da manhã, a Federação organizou também diversas actividades desportivas, designadamente um torneio de petanca e um jogo de voleibol.
Segundo Maria Emília Paiva, porta-voz da Federação Portuguesa de Naturismo, "em Portugal há apenas sete praias oficiais, todas a sul do Tejo, e dois parques de campismo, um em Santiago do Cacém e outro em Budens, vila do Bispo, no Algarve, para cerca de 100 mil naturistas, nacionais e estrangeiros".
"Há mais 30 praias portuguesas de usos e costumes -- praias onde há habitualmente uma frequência naturista, mas que ainda não estão oficializadas", acrescentou, convicta de que Portugal poderia beneficiar muito, em termos turísticos, com uma maior oferta na área do naturismo.
"Assim somos nós que vamos passar férias no estrangeiro", lamentou.
Maria Emília Paiva lembrou ainda que, "aquando da última alteração da lei naturista, em Dezembro de 2010, foi apresentado um pedido para que sejam as próprias autarquias a reconhecer essas 30 praias como praias naturistas, de forma a evitar toda a tramitação burocrática que é necessária nestes casos".
As comemorações do Dia Mundial do Naturismo naquela que foi a primeira praia naturista de Portugal -- praia do Meco -, onde se juntam centenas de pessoas que se dedicam à prática do naturismo, muitas acompanhados pelos familiares.
Uma das queixas dos naturistas é justamente a falta de outros espaços para a prática do naturismo, que consideram claramente insuficientes para o elevado número de aderentes em todo o País.
Embora garanta que há cada vez mais pessoas a fazerem naturismo, Maria Emília Paiva reconhece também que o número de inscritos tem vindo a diminuir progressivamente.
"Neste momento a federação tem apenas cerca de 1.500 membros", admitiu, assegurando, no entanto, que a estrutura federativa vai continuar a lutar para que haja cada vez mais espaços disponíveis para a prática do naturismo.


Notícia Correio da Manhã
20/06/2011

Cem mil portugueses são naturistas

Emília Paiva, da comissão administrativa da Federação Portuguesa de Naturismo, criticou ontem os veraneantes que usam fato de banho por não respeitarem as áreas destinadas à prática do naturismo.
"Incomoda estar nu rodeado de pessoas vestidas, e os nossos associados queixam--se de que são alvo de bocas e de insultos quando estão em praias que por lei são destinadas a pessoas que não usam fato de banho", denunciou. Em Portugal, há cem mil adeptos do naturismo.
Ontem assinalou-se o Dia Mundial do Naturismo, com várias iniciativas na praia do Meco (Sesimbra). O Meco foi aliás a primeira praia portuguesa aprovada como naturista, já lá vão 16 anos.
"Há mais de vinte anos que praticamos naturismo, mas só nos sentimos à vontade no estrangeiro", referiu José Monteiro, de 68 anos, que esteve no Meco com a mulher, Fernanda, de 64 anos. "É aborrecido ter pessoas a olhar fixamente para nós com olhar de reprovação", explicou Fernanda.
Emília Paiva referiu que "em Portugal apenas há sete praias oficiais, quando em Espanha são 400. Em França, Cap d'Agde é uma autêntica cidade para naturistas. No Verão, é frequentada por 50 mil banhistas que vão ao banco ou ao supermercado sem roupa".

Nota dos casaisnudistas: Nós compreendemos que as declarações prestadas foram no ambito do naturismo e daí se falar muito em naturistas, no entanto mantemos as nossas dúvidas no número de naturistas que dizem existir. Dizer que toda a gente que está presente nas praias, nomeadamente no Meco é naturista e afirmar que em Portugal existem 100 000 naturistas é estar a esconder a realidade. O que existe em Portugal são 100 000 nudistas e naturistas assim como as pessoas que frequentam as praias para se despirem são também nudistas e naturistas, e enquanto as pessoas com algum tipo de responsabilidade em associações ligadas a esta filosofia, não o reconhecerem não conseguiremos fazer a união necessária para que o número de nudistas/naturistas cresça, para que aumente o número de praias legalizadas e com condições, conforme todos gostaríamos.