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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Florida procura turistas nus


AU NATUREL: Pasco County está a tentar seduzir os nudistas alemães para que passem as suas férias lá.

Pasco County é o lar de centenas, talvez mesmo milhares de nudistas , ou naturistas como muitos preferem .
Uma comunidade a oeste da Florida prevê gastar 3800 dólares para que nudistas alemães possam passar as suas férias lá.
A concessão de publicidade foi aceite na semana passada pela comissão de Pasco County e entregue à Panda-Bare, uma organização local de nudismo representando 16 resorts, acampamentos e clubes localizados no concelho predominantemente rural ao norte de Tampa.
"Dentro de Pasco County, temos a maior concentração de nudistas residenciais no mundo", disse o presidente da Panda-Bare, Paul Brenot.
Os anúncios, para serem colocados em publicações europeias, irão promover a reputação de longa data do concelho como a capital do nudismo na América.
"A ideia é criar uma estação Europeia em Julho e Agosto que são os nossos piores meses do ano", disse Eric Keaton, relações públicas da agência turística para o desenvolvimento de Pasco County.
Keaton afirma que o nudismo contribui para a economia do concelho,mas que não tem números para quantificar o seu impacto.
O primeiro mercado-alvo para a campanha publicitária será a Alemanha que, segundo o site Panda-Bare, é um mercado grande e lucrativo cujos milhões de nudistas estão entre os viajantes mais prolíficos do mundo. O grupo também prevê uma campanha destinada aos nudistas britânicos, franceses e holandeses, pois pensa-se que existirão mais de 19 milhões de nudistas que passam férias nestes países.
"Os nudistas europeus são muito limpos, e um pouco engraçados", disse ele.
Keaton disse ainda que os anúncios, previstos para serem lançados em 2012, ainda estão num estágio conceptual.


domingo, 8 de janeiro de 2012

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Parte 3)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)

A Nudez na Índia Antiga

Sabe-se agora que a nudez social na Grécia Antiga foi incentivada pela existência da nudez entre os homens santos da Índia. Por exemplo, quando Alexandre, o Grande, sabendo de relatos de ascetas nus na Índia, enviou Onesícrito, um filósofo grego, para investigar o gimnosofistas (nome dado pelos gregos a esses filósofos nus). As conclusões do Onesícrito devem ter impressionado e intrigado Alexandre, pois ele viajou para a Índia (em 326 A.C.) para se reunir com um grupo gimnosofista, e esta reunião levou a que existissem outros intercâmbios entre os dois países.
Pirro de Elis, o fundador da filosofia do cepticismo, estudou com o ginosofistas e, ao voltar para Elis, praticou os seus ensinamentos incluindo o nudismo. Além disso, quando o exército grego esteve na Índia, os soldados participaram em inúmeras práticas religiosas que eram acompanhadas por actividades desportivas nuas. Depois, e por vários séculos, foi relatado que os atletas gregos que competiam na Índia estavam nus ou com tanga, juntamente com os indianos.
No tempo de Alexandre (356-323 A.C.), houve uma série de seitas ascéticas na Índia, cujos membros andavam nus como parte da sua disciplina espiritual. A maior, Ajivikas, exigia a nudez completa dos seus discípulos. Este grupo durou cerca de dois mil anos antes de desaparecer completamente. Buda foi um asceta nu antes de fundar sua a própria religião, e tem sido sugerido que Buda incentivava os seus seguidores a usarem túnicas, principalmente para os distinguir das outras seitas.
Hoje em dia, a maioria dos homens santos nus, da Índia, estão associados com os Jainistas, membros de uma grande religião indiana fundada por volta de 500 A.C.. Mahavira, fundador do jainismo, insistiu na nudez completa para os monges como parte dos seus votos de desistir de todos os bens materiais. Com o tempo houve uma divisão nesse grupo, sendo a nudez um sofrimento demasiado alto para os Jainistas que habitavam as partes mais frias do norte da Índia. Estes nortistas passaram a usar vestes e ficaram conhecidos como Suetambaras, ou “de branco vestidos”, enquanto os sulistas (por não usarem roupas) foram posteriormente referidos como Digambaras, ou "vestidos com o céu". Os jainistas têm muitos seguidores na Índia de hoje.
Paul LeValley, em seu artigo Ancient India, compara os gregos com os gimnosofistas: "As razões que cada um deu para justificar o seu ascetismo nu ou os seus atletas nus eram incrivelmente similares .... [Eles falaram] de eficiência .... Cada grupo conhecido, de ascetas indianos nus, elogiam os valores da vida simples que a nudez incentiva, o legislador de Esparta, defendeu a nudez entre os seus cidadãos, pela mesma razão... [mais] por motivos de saúde .... "
Os gimnosofistas elogiavam a nudez como um método de construção da resistência, como fizeram os gregos. Outra razão dada para a nudez era, que promovia o "pensamento independente e a auto-confiança ...."
LeValley afirma ainda que "Mahavira criticou abertamente os gregos, que na sua maioria confinavam a sua nudez ao ginásio, por serem menos confiantes do que os ascetas indianos. Mahavira frequentemente menciona a nudez como um método para se tornarem livres de amarras ... contentamento sem roupas .... " indianos e gregos concordaram ambos que a nudez representava um estado de pureza e honestidade.
LeValley aponta também algumas diferenças entre as duas culturas, como o enfase dos gregos na beleza do corpo humano, uma questão de importância consideravelmente mais pequena na filosofia religiosa da Índia. Considerando que a gimnosofistas da Índia se referem à sua nudez como um "passo na direção de alcançar a unidade com todo o universo, ou moksha ('a bem-aventurança da iluminação")", os gregos consideravam a nudez como uma base para e como expressão da totalidade do indivíduo e da sociedade. Os gregos, portanto, colocavam mais enfase na diversão, na música, na dança e no prazer físico.
"Talvez o maior valor que ambos os grupos tinham em comum”, Levalley continua," ... foi a associação dos ascetas indianos e dos atletas gregos com a ideia de paz. "A base das olimpíadas, por exemplo, era reunir cidades-estado dissidentes da Grécia para uma competição pacífica e confraternização, enquanto os jainistas, por sua vez, praticavam a não-violência e o vegetarianismo. Até aos dias de hoje, alguns jainistas levam estes princípios ao extremo, usando sempre máscaras que tapam o nariz e a boca, para que os insectos sejam protegidos de serem sugados acidentalmente. Gandhi baseou seu movimento de reforma política e social nesta prática jainista da não-violência.
Durante o controle britânico da Índia, a prática do nudismo dos gimnosofistas foi muito reduzida.
No entanto, agora que existe uma república independente da Índia, os jainistas são novamente livres de praticar a nudez na sua religião. Hoje, na Índia, algumas mulheres também já se juntaram aos grupos dos jainistas ascetas nus.
O Sakas, uma seita hindú da Índia, têm transmitido as suas tradições da nudez na Índia através de milhares de esculturas explícitas que permanecem nas paredes da cidade de Khajurako. Construído por volta de 1000 D.C., este templo em Khajurako comunica os seus valores para o visitante com uma franqueza que não deixa nada à imaginação. "Dezenas de milhares de figuras humanas e de animais, dançam alegremente sobre e ao redor das fachadas destes edifícios .... Reis e plebeus são retratados em união sexual feliz, completamente nus, excepto por missangas, pulseiras, e decoração .... A beleza do corpo foi exaltada, desfilada mesmo. E, dado que a função sexual é parte do corpo, essa também foi exaltada. "
O templo Khajurako não é um exemplo isolado da grande tolerância para a nudez na Índia antiga. Outros templos indianos, como os reverenciados santuários em Konarak e Ellora, também exibem esculturas eróticas altamente realistas. Estas representações não eram, obviamente, consideradas obscenas pelo povo que viveu na época em que foram criadas. A sua frontalidade e a sua colocação em locais públicos centrais, mostra que eles eram uma parte essencial da experiência de vida da comunidade, parte da construção da sua vida social, educacional e religiosa.
O historiador de arte Mulk Raj Anand discute abertamente estas esculturas eróticas no seu livro Kama Kala, utilizando-as para explicar as diferenças entre as atitudes oriental e ocidental a respeito do corpo humano e sexualidade. Falando destas celebrações da vida, ele diz: "Há um prazer mútuo que excita não o riso, mas a reverência .... Adoração do sol [foi] demonstrado na energia que traz os casais juntos .... As formas masculino e feminino tornam-se assim a manifestação da dualidade desejada pelo Deus Supremo, os símbolos terrenos de virilidade e procriação. E assim como o nosso amor humano é visto como um símbolo do grande amor do Deus supremo, também a alegria da união física reflete a alegria sem limites da Divindade na criação."
Mulk Raj Anand refere que o sexo tem sido levado para "cantos furtivos" nas zonas mais a Oeste. Ele acredita que as atitudes modernas de pudicismo originárias dos ensinamentos religiosos, são uma parte infeliz da cultura ocidental e não permitem de forma adequada uma discussão aberta sobre a ternura da prática sexual.
Embora os modernos guias turísticos indianos não possam evitar de mostrar estas esculturas nuas de Khajurako, Konarak, e Ellora aos turistas, é relatado por muitos observadores de que eles não se sentem confortáveis em fazê-lo. É evidente que a liberdade do corpo representada na arte pública de templos antigos, não está enraizada no estilo de vida ocidentalizado da Índia contemporânea.

Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Parte 2)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)

A Nudez na Grécia Antiga

Séculos mais tarde, a paixão do Faraó Akhen-Aton em viver de forma holística foi praticada com entusiasmo pelos antigos gregos. Enquanto muitas culturas reconheceram as contribuições da Grécia Antiga para a lei, a política, a literatura, a arte e a filosofia, não houve muita coisa que tenha ficado gravada sobre o inicio da advogacia grega sobre a liberdade do uso das roupas, quando prático e adequado. O tipo de roupa de ambas as classes - superior e inferior - da sociedade grega, eram de acordo com a simplicidade e frontalidade da filosofia grega – uma peça de roupa inteira que poderia ser retirada em segundos. Mesmo os vestidos extravagantes projetados para ambos os sexos, com clips no ombro, de jóias ou de metal, eram feitos de uma peça inteira de tecido.
"Quando os gregos queriam dançar ou trabalhar, eles simplesmente tiravam a roupa e começavam. Era algo bastante natural, e ninguém ficava chocado por ver uma pessoa nua a dançar ou a trabalhar.
Os arqueólogos encontraram muitos vasos em que retratavam os artistas completamente nus em festivais e os trabalhadores nus nos campos ", escreve Anthony J. Papalas no seu artigo Greek Attitudes Toward Nudity.
Os historiadores reconhecem esta antiga atitude grega em relação ao corpo, principalmente quando escrevem sobre os treinos dos atletas nos ginásios gregos. A própria palavra ginásio tem como raiz a palavra gymnós (que significa "nu"), e que era definido como um lugar onde se praticava exercício despido.
Enquanto a nudez era tão comum na Grécia Antiga nos atletas e nas esculturas que, historicamente, não podem ser negligenciados, os historiadores tendem a minimizar ou ignorar os fundamentos religiosos e filosóficos do nudismo na vida grega. Por exemplo, os ginásios gregos raramente são apresentados como um lugar para o ensino geral, o que de facto acontecia. Paul LeValley, num artigo publicado na revista naturista Clothed with the Sun oferece um retrato mais preciso.
"Os gregos não poderiam fazer maior homenagem aos seus deuses que imitá-los - para se tornarem tão divinos quanto possível, tanto mental como fisicamente. Era o todo na pessoa que importava: uma mente bem desenvolvida num corpo bem desenvolvido. Apolo, o deus dos atletas, era também o deus da música. Na verdade, os atletas treinavam com música. Os ginásios eram sítios onde filósofos como Sócrates paravam muito. Quase todas as grandes escolas da filosofia grega era sediadas em ginásios .... quando a religião grega entrou em declínio e foi substituída pela filosofia, Sócrates defendeu muitas vezes a nudez, como uma forma de honestidade " Com isto fica bem claro que os gregos antigos pretendiam um equilíbrio - um objectivo dourado tanto em realizações individuais, bem como em questões do Estado .”
Começando com exercícios com nudez, um dia típico de um estudante grego é descrito por Papalas no artigo citado acima: "Depois de várias horas de actividades e instrução sobre o corpo, ele banhava-se e ia para a sua sala de aula - na maioria das vezes nu, dado que o clima da Grécia era ameno, não exigia roupas, excepto para alguns dias excepcionalmente frios no Inverno.... professores e estudantes tentaram estabelecer um equilíbrio entre a mente e o corpo. Ao aluno, portanto, era solicitado que dedicasse a mesma quantidade de esforço ao progresso físico e mental. "
Péricles, o famoso estadista grego, general, e atleta, disse que os homens devem trabalhar harmoniosamente para "a beleza perfeita dos nossos corpos e para as virtudes víris da nossa alma .... Somos amantes da beleza sem ter perdido o gosto pela simplicidade, e amantes da sabedoria, sem perda de vigor víril. "
Darius, o rei persa, fiando-se num relatório de um espião enviado para observar o treino dos gregos para a batalha, equivocadamente concluiu que, dado a sua atitude para com a nudez e a democracia, os gregos eram fracos.
O infiltrado voltou para Darius com um relato de como os gregos gastavam o seu tempo a treinar nus "ou sentados, parcialmente vestidos, ouvindo idiotas proporem ideias ridículas sobre a liberdade e igualdade para o cidadão." Com base nestas informações, Darius esperava que os gregos fossem um alvo fácil, mas o seu riso transformou-se em medo e desilusão quando o exército persa foi empurrado para o mar, na Batalha da Maratona por adversários bem treinados.
Embora aos homens da Grécia Antiga fossem oferecidos um treino excepcional como cidadãos (com a excepção óbvia dos escravos do sexo masculino), às mulheres gregas foi negada a educação de alto nível dos ginásios. Essa desigualdade foi especialmente justificada pelo raciocínio de que as mulheres tinham menos necessidades de educação, porque elas não foram autorizadas a participar em actividades cívicas juntamente com os homens. Tal discriminação, no entanto, diminuiu com o aparecimento do movimento dos direitos das mulheres.
Entre as conquistas obtidas pelas mulheres deste grupo foi a criação de competições atléticas femininas. Durante esses jogos, as mulheres realizavam as provas confortavelmente nuas, como era a prática dos homens. "A admiração grega para o corpo humano e a vontade de exibi-lo estavam intimamente ligadas com a honestidade e a inteligência grega.” Ninguém achou errado que as raparigas de Esparta fossem nuas para danças públicas ou procissões. Os jovens que se reuniam para observar estes eventos, não observavam nem luxúria ou libertinagem. Plutarco (o biógrafo e historiador grego) escreveu que “o aparecimento dessas donzelas foi recebido com admiração, respeito e sem vergonha. "
Eventualmente, a nudez também se tornou parte da tradição dos Jogos Olímpicos. Historiadores antigos sugerem que os Jogos Olímpicos já existiam em 1100 A.C. como concursos de tratados de paz autorizados pelos reis das cidades de Pisa, Elis, e Esparta. O nome dos jogos derivou do Vale de Olympia, onde foram iniciados. O primeiro Festival Olímpico do qual existem registos, foram realizados em 776 A.C.. Pensa-se que, pelo menos, desde aquele tempo em diante, os Jogos Olímpicos foram especificamente dedicados aos deuses gregos.
Através de dados históricos, pensa-se que os atletas de Esparta terão sido os primeiros a descartar as roupas enquanto treinavam para as competições. É possível que isso tenha ocorrido já no século VII A.C.. A partir do momento em que estes atletas ganharam uma proporção anormalmente alta de prémios devido aos seus corpos não serem restringidos por roupas, outros atletas gregos começaram a imitar a nudez dos espartanos. Depois disso, a nudez fazia parte da tradição olímpica até 393 D.C., quando o imperador romano Theodosium, governante cristão da Grécia, proibiu os Jogos Olímpicos, porque os considerava como cerimónias pagãs. Os ginásios e tudo o que estivesse relacionado com os jogos eram tratados com desprezo. Foi só em 1896, cerca de 1500 anos mais tarde, que os Jogos Olímpicos foram reavivados - mas sem nudez!
"A beleza para os gregos era a verdadeira essência da virilidade. O perfeito equilíbrio do corpo e mente seguiu a antiga crença grega 'meden agan', que significa "nada em excesso”. Além disso 'Kalos k'agathos' que significa “bonito e generoso” ou “belo e virtuoso” foi a pedra de toque e o segredo da proeminência da Grécia Antiga por mais de 500 anos".

Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism

sábado, 24 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS


CASAIS NUDISTAS DESEJA A TODOS OS QUE NOS DÃO O PRAZER DA SUA VISITA OU QUE NOS ACOMPANHAM MAIS REGULARMENTE (E SUAS FAMILIAS), UM FELIZ NATAL - SE POSSÍVEL NUDISTA, COM MUITA PAZ, AMOR E ALGUMAS PRENDAS NO SAPATINHO, E QUE O NOVO ANO DE 2012, TRAGA MAIS COMPREENSÃO E RESPEITO PARA COM OS NUDISTAS, E MELHORES CONDIÇÕES PARA A PRÁTICA DO NUDISMO.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Naked Holidays - Uns Pais Natal pouco santos ...

Por Frank Scheck
Via Tweet/Broadwayworld


Já viu a Clara e o Quebra Nozes tantas vezes que chegue até ao fim da sua vida? Cansado de ver as Rocketes com os calcanhares para cima em pontas no seu espéctaculo natalício, novamente? Bah, como se não houvessem mais espéctáculos…
Ei, mas estamos em Nova York, por isso não há problema. Existem muitas alternativas de espectáculos natalícios criados para quem goste do seu eggnog com algo mais.
E espectáculos com algo mais é com certeza o “Naked Holidays,” uma comédia de humor negro para a época natalícia. Este ano, a quinta edição promete mais música, mais dança e – presumivelmente o mais importante para quem assiste um espéctaculo com este título – nudez. Apresenta canções e sketches dando uma volta anárquica às tradições festivas, incluindo o “Dead-Nosed,” no qual as renas do Pai Natal planeiam o assassinato da rena Rudolph, and “Fear the Nog,”  uma sátira que coloca o Pai Natal como um Big Brother, que considerando que ele sabe sempre quem é bom ou mau, até faz sentido.

Naked Holidays, um espectáculo com canções decididamente seculares e sketches recordativos, que nasce de um encontro improvável de uma britânica alegre (Ruthie Stephens) e um mexicano adorador de heavy-metal (Alessandro Colla) que lideram o elenco de dezanove jovens atraentes performers, a maioria dos quais você vai ver nu até o final da noite, numa breve orientação sobre a história das festas que ocorrem no mês de Dezembro.
As razões não oficiais para a celebração do nascimento de Cristo ocorrer a 25 de Dezembro, eles concluem, tem origem nos existentes festivais pagãos do solstício, que continham muita bebedeira, orgias, comédias brutas e espectáculos.
E é com esse espírito que a companhia nos encoraja a pegar mais uma bebida no bar do teatro, a soltarmo-nos e passarmos um bom bocado. Este não é um bacanal artistico celebrando tradições literárias eróticas. A única maneira de desfrutar das Naked Holidays é verificar à porta se leva o seu bom gosto, e nada mais é necessário.
Existem outros sketches onde se incluem uma confrontação entre os novos brinquedos que se recebem no Natal e os presentes mais velhos, cansados e negligenciados, uma revolta contra um departamento de uma loja e uma pequena peça com pessoas nuas a dançarem em segundo plano, enquanto Hanna Stone e Morger Levi actuam um drama doméstico como marido e mulher. ("Eles não vão entretê-lo! Eles não vão iluminar-vos!" grita um frustrado Ed Stone para a plateia distraída.)

Com muitos escritores e directores, a noite pode proporcionar um sentimento ligado ao passado, e enquanto cada quadro proporciona algumas risadas, existem algumas partes que podem esfriar um pouco, mas normalmente existe um corpo nu ou quase nu, essencialmente para prender os espectadores, enquanto se espera pelos melhores momentos.
Num interlúdio musical, quatro rapazes usando apenas tangas natalícias harmonizam com Mel Torme e Bob Wells, "The Christmas Song" e um trio de meninas com peças de presépio de plástico, presas aos seus minúsculos biquínis que nos dão uma interpretação solene de "Oh Little Town of Bethlehem."
Mas no meio desta raça toda, o momento mais memorável, é um momento muito inocente, onde a doce e sorridente Alexandra Scott - o primeiro membro da companhia a aparecer completamente nua – se apresenta à audiência, e nos informa que está prestes a fazer algo com que sempre sonhou, e se senta ao piano e toca o solo de "Skating" de O Natal de Charlie Brown. É uma das alturas em que nos questionamos quando surgirá a piada cruel. Como tal não acontece, ficamos com a agradável sensação que todos os pais devem sentir ao verem os seus filhos, nus, a tocar um solo num concerto de Natal.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pais Natais nus tentam recorde em São Francisco

Notícia Correio da Manhã
13/12/2011


Barretes de Pai Natal e… pouco mais. Foi desta forma que várias dezenas de norte-americanos se reuniram no fim-de-semana em North Beach District, São Francisco.

O objectivo era simples: bater o recorde mundial de maior concentração de Pais Natais nus.
De acordo com os organizadores do desfile, a ideia surgiu devido à "longa tradição de exibicionistas e prostestos nus" em São Francisco, onde a nudez pública é legal (só em propriedade privada é que não se pode estar nu sem autorização do proprietário), havendo só a obrigação legal de utilizar algo que se coloque no sitio onde a pessoa se sente.
O livro do Guiness avalia agora se foi estabelecido um novo recorde.

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Parte 1)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)

A Nudez nos Tempos Primitivos

Muitos de nós podem desconhecer que a nudez é uma condição normal que prevaleceu durante a maior parte da existência da humanidade. Qualquer coisa desde a completa nudez até ao cobrir casual do corpo foi uma componente marcante do estilo de vida existente desde os tempos pré-históricos, através das civilizações greco-romanas e em parte da Idade Média.
 Ainda hoje, em várias áreas remotas de climas mais quentes, persistem sociedades nuas, como tribos primitivas, e que cujos membros não vestem roupas. Estas sociedades salientam, entre outras coisas, a mudança drástica das nossas atitudes para com a nudez e a organização social ao longo da história humana. Infelizmente, as leis puritanas de decência da civilização moderna têm rotulado essas zonas tropicais onde se cultiva a nudez como culturas ofensivas e inferiores. Missionários, colonizadores e comerciantes têm efetivamente forçado os códigos de vestir ocidentais onde as culturas primitivas são encontradas. Devido a estas diligências, estamos agora em condições de viajar por todo o mundo - para ilhas exóticas, juntar-se a safaris Africanos, e explorar selvas da América do Sul - sem ter de enfrentar a "vergonha" de ver a nudez tribal.
Indesculpável, a maneira como a civilização invade muitos destes lugares recônditos, as culturas indígenas são muitas vezes severamente danificadas ou destruídas pelo vírus invasor de uma sociedade tecnologicamente superior. Seduzidos por bugigangas e conveniências modernas, as populações nativas, quase que invariavelmente sucumbem aos costumes, roupas, doenças e problemas de nossa cultura intrusiva.
Em 1988, a edição de 3 de Janeiro do The Los Angeles Times, relatou que os Yanomamis do remoto território de Roraima a norte do Brasil, uma tribo primitiva e nua, estão em perigo de extinção porque o governo descobriu ouro e diamantes nas suas terras. Os Yanomamis são a maior tribo conhecida ainda isolada do mundo exterior: "Os Yanomamis caçam com flechas envenenadas, e muitos usam ferramentas primitivas. Eles evitam as roupas, decoram os seus corpos com corantes de frutas e flores, e vivem sob barracas de enormes palmas em comunidades de 50 pessoas. A população de Roraima é de cerca de 100.000 habitantes. Antropólogos, a Igreja Católica, e grupos de direitos indígenas temem que a aculturação forçada por um ataque do homem branco irá reduzir ainda mais a população Yanomami, em grande parte através de doenças. Devido ao seu isolamento, os índios não têm nenhuma imunidade contra os vírus comuns e podem facilmente morrer de gripe ou de uma constipação. A tribo Tupari do Rio Branco, na selva amazônica no Brasil, fornece outro exemplo do modo de viver nu entre os aborígines. Tibor Sekelj, que viveu com os Tupari, durante quatro meses, escreveu: "Não é à toa que os Tupari nunca tenham criado qualquer tipo de roupa, pois o clima é sempre quente. A sua nudez natural encaixa-se perfeitamente no ambiente que os rodeia e, com excepção de algumas cerimónias ou de decoração corporal, eles nunca pensam em cobrir-se."
Os homens Tupari partem antes do amanhecer para caçar. Os homens e meninos que ficam na vila, trabalham para preparar o terreno para plantar, recolhem lenha ou constroem materiais. Enquanto isso, as mulheres cuidam das crianças, apanham fruta, fiam algodão e descansam na rede. Por volta das três horas da tarde, o dia de trabalho deles termina, homens e mulheres reúnem-se, bebem chica fermentada, fazem arcos, flechas, colares, efeites para a cabeça, e decoram os seus corpos. É uma vida de simplicidade sem pressas.
Notável é que tais cenas idílicas de antigos e talvez tempos pré-históricos ainda co-existem com o nosso estilo de vida modernizado e cheio de stress e com complexas estruturas governamentais.

A Nudez no Antigo Egipto

Um conto antigo e fascinante de adoração do sol e nudez foi desenterrado em 1887, em Tell-el-Amarna, uma pequena aldeia egípcia nas margens do Nilo a cerca de 200 quilómetros a sul do Cairo. Nesse sítio, uma mulher árabe acidentalmente encontrou os arquivos do Faraó Akhen-Aton (1385-1353 A.C.) dentro de invólucros de barro cozido. Soube-se através da tradução subsequente desses arquivos que o jovem Faraó e a sua brilhante e de rara beleza rainha, Nefertiti, consideravam o sol, Aton, a fonte verdadeira da vida e, assim se justificava a prática de nudismo para melhorias físicas e espirituais.
Devido à descoberta desses invólucros e outros artefatos em Tell-el Amarna, a sede do governo do Faraó Akhen-Aton, é agora bem sabido que ele não era apenas um grande reformador religioso e místico, que disputou o panteísmo do sacerdócio tradicional, mas também um poeta de grande sensibilidade. Nas pedras espalhadas, que em tempos formaram a parede original do Templo de Aton, os arqueólogos têm encontrado e decifrado o famoso "Hino a Aton, o deus do sol", uma parte do que aparece nas escrituras hebraicas como Salmo 104 do Antigo Testamento. "Através deste poema", escreve J. Herman em King & Queen of the Sun ", o Faraó revela ser um amante da beleza na natureza, na arte, e no homem".
No entanto, alguns dos arqueólogos que desvendaram a história do Faraó Sol tiveram dificuldade em aceitar o que encontraram e tornaram-se muito críticos em relação a Akhen-Aton e Nefertiti. Educados num ambiente de noções victorianas e puritanas, condenaram estas fascinantes figuras história do Egipto, porque eles descobriram que não só o Faraó e a sua esposa, mas também os seus filhos e funcionários andavam com muito poucas roupas (transparentes e outras peças do género!) ou sem roupas nenhumas, que eles praticavam a nudez no palácio real, nos jardins reais e na píscina, e que eles amavam a beleza física, valorizavam a boa comida e o vinho, o que os levou a uma existência franca e alegre.
A espontaneidade, a liberdade e os valores humanisticos defendidos no estilo de vida deste casal trouxe críticas mordazes e retaliação dos padres conservadores da "velha escola da religião". Após a sua morte Akhen-Aton foi sucedido pelo filho Tutankh-Aton ("King Tut", famoso pelo ouro e jóias fabulosas encontrados no seu túmulo no século XX), e que foi coagido pelos sacerdotes para erradicar as reformas de Akhen-Aton.
"Eles praticavam uma religião e modo de vida nudista que estavam muito à frente do seu tempo", escreve o Dr. deHoratev sobre o Rei Sol e a sua Rainha. "Eles surgiram numa época em que não eram muito bem entendidos" acrescenta, algo desanimado, embora esperançado que as gerações futuras possam ser mais compreensíveis da sua mensagem: "... o nosso tempo dá-lhes um reconhecimento miserável."
Embora seja sabido que Akhen-Aton e Nefertiti não foram primeiros egípcios a apreciarem nus os raios do sol (no século XIV, A.C. uma escultura de um padre sumério nu, é preservada no Museu Britânico, e no século XV, A.C. uma pintura de uma menina egípcia nua a tocar alaúde é encontrada na parede de um tumulo em Tebas), ele e sua sedutora consorte tiveram na realidade os seus "dias ao sol", dando vida a um conceito recém-idealista de comunidade.

Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism