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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Modelos fazem apresentação de chapéus, nuas, na London Fashion Week

By Maysa Rawi, 22/02

As modelos estão habituadas a se despirem pela sua arte, no entanto uma provou hoje ser mais audaz do que as outras ao desfilar na passarela completamente nua e grávida de oito meses.
Modelo de alta costura e antiga Miss Gales, Sophia Cahill apareceu na apresentação da costureira galês  Robyn Coles, usando só uma série de chapéus.
Ela subiu à passarela no White Rabbit Studio em Shoreditch, Londres, com mais quatro modelos nus, incluindo o actor e comediante Jeff Leach.
A costureira, de 31 anos, afirmou que queria incluir Cahill, que é sua amiga, por ser raro ver mulheres grávidas na passarela.
“Ela era a pessoa que eu sabia, que ficaria feliz por se soltar das roupas. Achei que seria agradável que ela aparecesse grávida no show. Nunca se vê nada do género nas passagens de moda.”
Cole admitiu ainda que foi importante para ela usar modelos de várias formas e tamanhos nas suas passagens, mas o seu maior objectivo foi pô-los nus pela publicidade.
“Como designer desconhecida, tem que se encontrar maneiras de trazer as pessoas para ver o nosso show. Quis usar modelos diferentes de diferentes tamanhos. Acredito verdadeiramente que isso é possível. Com acessórios como os chapéus não interessa o tamanho nem a forma.
Assim não existem truques ou roupa interior escondida – elas estão realmente todas nuas, e o objectivo é mostrar que a moda pode ser para toda a gente, é divertida, inclusiva e real.
Aqui não se vêem um conjunto de modelos magras de tamanho zero, mas uma mistura de amigas e modelos de vida que obviamente estão muito confortáveis com os seus corpos – muitas têm tatuagens e piercings e até podem não ser o tipo de modelo que estão habituados a ver.
Todos os chapéus são para o Outono/Inverno por isso são ideais para os casamentos ou as corridas de Inverno. Os chapéus de Inverno não precisam de ser monocromáticos.
Nós todos estamos nus em alguma altura do dia – talvez não seja em frente a uma sala cheia de pessoas. ”

A designer não quis confirmar se as suas futuras passagens de moda, poderia incluir modelos totalmente nuas, como esta.

Tradução livre casaisnudistas

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mulher-pêra desfila completamente nua

por DN.pt

Não usou plumas, nem máscara, nem sequer um fio dental: a brasileira Suéllen Rocha, conhecida como a Mulher-Pêra, desfilou na primeira noite de Carnaval em São Paulo apenas com o corpo pintado e uma fina corrente de ouro na cintura.
O próximo passo vai ser ver o seu nome no Guiness como a "menor fantasia" de sempre: "Vai ser uma glória", comentou ao site do Globo a modelo e cantora de 25 anos que foi convidada a desfilar no sambódromo pelo estilista Denis Moraes, que concebeu o "fato".
Suéllen Rocha desfilou com a escola Águia de Ouro. "Primeiro fiquei um pouco receosa de sair assim, sem nada. Depois eu pensei no assunto e achei muito legal. Agora estou adorando. Dançar com roupa machuca, às vezes aperta." E conclui: "Eu adoro dançar pelada. Estou linda, leve e solta."

Nove casais de turistas casam-se nus numa praia ensolarada da Jamaica no Dia dos Namorados

By Daily Mail Reporter

Noivas envergonhadas é que não são.
Nove casais aventureiros espalharam uma grande quantidade de protector solar e trocaram votos, ao natural, em Negril, Jamaica.
Com pouco mais do que bouquets de orquídeas, para esconderem a sua modéstia, as noivas caminharam nuas na areia branca da praia, para dizerem “Sim, quero”, no dia de São Valentim.
O resort Hedonismo II convidou dez casais para a cerimónia em grupo (com todas as despesas pagas), casais que foram escolhidos de um grupo de 100 candidaturas, em que tiveram que responder a várias perguntas, incluindo porque desejavam começar uma nova vida juntos e nus. Um casal acabou por desistir na véspera do grande dia que foi filmado para um documentário televisivo.
Um dos casais respondeu: “Se nós gostamos da nudez um do outro, porque assumir um começo de vida nus?”
“Nós adoramos fazer coisas loucas e selvagens” podemos ler na lista de razões de outro casal.
“Será uma recordação que poderemos desfrutar mais tarde, depois da reforma…” escreveram dois dos recém-casados.
Como complemento da cerimónia de casamento, os casais vencedores tiveram direito a festa de despedida de solteiro/solteira e a uma estadia de quatro noites no resort.

Casar-se nua no Dia dos Namorados, significava a concretização de um sonho para Milly Salas, uma mãe e dona de casa de Bergen County, New Jersey, que nunca antes tinha visitado um resort nudista.
“Foi lindo. Foi como um conto de fadas” disse Salas de 39 anos, logo depois das suas núpcias nuas em Hedonism II, um resort em Negril, uma cidade conservadora e dependente do turismo na parte Oeste da ilha.

A promessa de um casamento no Dia dos Namorados e uma estadia de quatro noites atraiu mais de 100 casais de noivos dos Estados Unidos e Canadá, mas só 10 foram escolhidos para fazerem parte do concurso de casamento nu, segundo Zein Issa-Nakash, uma das vice presidentes para o marketing da Superclubs, que é proprietária do Hedonism. Um dos casais desistiu antes do grande dia, ao saber que o casamento iria ser filmado para um documentário.

Kevin Young, de Land O’Lakes, Florida, afirmou que andar ao natural é o que ele normalmente faz desde que vive numa comunidade nudista.
Como tal casar sem roupas não foi nada difícil para Young e para a sua nova esposa, Shannon Witherspoon. Até com pinturas corporais se sentiria muito coberto, diz ele.
“Foi fácil para nós porque já estamos acostumados. Mas algumas destas pessoas nunca estiveram nuas fora dos seus quartos. Tenho que lhes dar os parabéns, porque eles conseguiram ultrapassar tabus e foram até ao fim, assumindo a sua nudez.” relatou Young, ao telefone de Negril.

A cerimónia de Terça-feira, foi o primeiro casamento nudista do resort Jamaicano desde 2003, segundo Issa-Nakash. Ela diz que desta vez não houve protestos sobre o evento de pastores ou outros como aconteceu à uma década atrás quando o resort começou a organizar casamentos nudistas, em grupo.
O governo da primeira-ministra Portia Simpson Miller não reagiu à retomada dos casamentos nudistas neste Dia dos Namorados. Durante a controvérsia sobre os casamentos nudistas em 2001, Simpson Miller, na altura ministra do turismo, disse que casar sem roupas era precisamente o oposto de como a Jamaica deveria ser publicitada.
Durante as últimas décadas, com o boom do turismo, os Jamaicanos suportam calmamente os estereótipos dos visitantes que dizem ser um país propício para divertimento na praia e que deixaram a civilização para trás. Mas sempre houve uma certa tensão entre a sociedade tradicional da ilha e a indústria do turismo principalmente virada para o prazer.

Tradução livre casaisnudistas

Nota dos Administradores: Os resorts Hedonismo, são resorts que já existem a alguns anos, e em que estão mais vocacionados para o prazer (como o próprio nome indica), para o prazer através da nudez e outros tipos de prazeres. A inserção desta noticia no nosso blog, prende-se unicamente com a realização de casamentos nudistas, tudo o resto, não se insere na temática que nos temos pautado e como tal não nos diz respeito.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Última Parte)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)


A Ética Puritana, O Victorianismo, e a Vergonha do Corpo

Todo o homem desde a cabeça aos pés é, por assim dizer, encharcado numa inundação de maldade, para que nenhuma parte permaneça sem pecado e por isso tudo que brota dele é contado como pecado.

John Calvin, reformador do século XVI

As nossas fraquezas não estão nas nossas obras, mas na nossa natureza. A nossa pessoa, a natureza e o ser estão corrompidos pela queda de Adão.

Martinho Lutero, reformador do século XVI

John Calvin, um francês que ficou furioso com a riqueza, exuberância, e licença moral da governativa Igreja Católica, tornou-se um líder do movimento da reforma. Forçado a fugir do seu país, Calvin recebeu reconhecimento na Suíça como o fundador do Presbiterianismo. Também ganhou fama como um dos fundadores da ética puritana.
Martinho Lutero, um monge alemão, foi o "Pai da Reforma." Em 1517 ele rompeu com a autoridade papal para formar a Igreja Protestante Luterana, revoltando-se contra o que ele via como a frouxidão moral e extravagâncias da Igreja Católica e a sua aristocracia. Lutero trouxe fundamentalismo e uma religião nova a uma classe média pronta e disposta.
Com o surgimento do protestantismo vieram interpretações bíblicas, que sublinharam, como nunca antes, a impureza e o pecado inerente ao corpo humano. Também foi enfatizado o medo do diabo. Enquanto Deus era a mente e o espírito, o diabo representava a sensualidade má e tentadora do corpo. Pessoas suspeitas de bruxaria eram perseguidas e condenadas à morte através do mais frágil dos boatos. Um teste para a detecção de uma bruxa em Inglaterra (abolida em 1219, mas crê-se ter sido praticada até o século 18) é descrito em Robert T. Smith 's Cult and Occult. "Primeiro despiam-na. Em seguida, amarravam o polegar da mão direita com o dedo grande do pé esquerdo. Em seguida, o polegar da mão esquerda com o dedo grande do pé direito. Em seguida, lançavam-na a um rio ou a uma lagoa. Se ela se afundasse e morresse afogada, então ela não era uma bruxa. Se ela flutuasse, então teria sido ajudada pelo diabo e iriam tirá-la e executá-la. "
A ética puritana foi levada para a América com o Mayflower. Os primeiros colonizadores foram peregrinos protestantes, de trabalho, que não tinham nem o tempo nem a inclinação para a frivolidade. A sua culpa e vergonha do corpo tornou-se a lei da terra, e essa lei foi ainda mais extrema nos Estados Unidos do que no exterior. Na Europa, a pudicícia extrema foi confinada à classe média, uma vez que a aristocracia e as classes mais baixas eram mais dadas a liberdades com as regras dos moralistas religiosos. No entanto, na América, a proibição moral contra os chamados "actos do diabo" foi mais forte.
Durante os anos de 1600 e 1700, qualquer desvio das normas de comportamento ou do estilo de vida era suspeito. Fanáticos histéricos realizavam caças às bruxas que eram ainda mais sem sentido do que as da Europa.
Na Europa, os poucos anos da liberdade física e emocional do corpo experimentada durante o período napoleónico foram deslocadas para a versão da repressão puritana conhecida na história como victorianismo. A moralidade da classe média estava em desenvolvimento o que enfatizou a auto-confiança, o auto-controle, e o amor do trabalho. Isto encaixava-se bem na opinião dos moralistas religiosos, cujas crenças eram agora apoiadas pela monarquia governante. Na Inglaterra, a rainha Victória (que reinou de 1837-1901) e o Príncipe Alberto estabeleceram padrões de conduta que foram aceites como a nova moralidade da Europa e América do Norte.
A vergonha sobre os desejos e as actividades sexuais atingiu tais extremos que uma mulher, em meados de 1800, escondeu todas as partes do corpo, excepto o rosto. Ela usava camadas de saiotes e envolvia-se em roupas como blusas de gola alta e saias compridas até ao chão, um gorro a cobrir completamente a cabeça e um xaile em torno do corpo. "Mesmo as mãos de uma senhora estavam escondidas". Uma revista para senhoras victorianas de 1840 aconselhava que "As luvas são sempre graciosas para uma senhora em casa, excepto nas refeições." E algumas mulheres não apareciam na mesa de "mãos vazias. Elas usavam luvas sem dedos. " Aos homens também se esperava que fossem " apropriados " quer no vestir quer nas maneiras.
No entanto, esconder o corpo não era suficiente para a moralidade do período victoriano. Palavras sexuais e referências a partes do corpo foram removidas da linguagem "adequada", para evitar a estimulação dos pecadores desejos sexuais. Era ofensivo mencionar o corpo humano na companhia mista da sociedade educada. Pernas tornaram-se "membros", uma coxa de frango tornou-se "carne escura", e um peito de frango "carne branca". Algumas pessoas levaram a modéstia ao extremo ao cobrirem inclusive as pernas do piano. Thomas Bowdler trouxe "respeitabilidade" a Shakespeare através da publicação das suas obras em dez volumes com todas as palavras alusivas ao sexo ou nudez removidas.
A era victoriana durou desde meados do século XIX ao início do século XX. O victorianismo criou uma sociedade de contradições ao colocar tabus no corpo quando o que aconteciam eram normais anseios e necessidades biológicas. Livros de medicina da época afirmavam que qualquer mulher que tivesse prazer sexual era anormal. Frigidez para as mulheres era considerado desejável, e os médicos prescreviam sedativos para aquelas que não eram frígidas. Embora fosse aceitável para os homens terem desejos sexuais, os médicos alertavam que as indulgências masculinas levariam a uma quebra permanente dos seus recursos psíquicos e físicos.
No entanto, o orgulho do marido victoriano em ter uma mulher "correcta" era uma fachada que escondia um lado escuro. Havia mais prostitutas a vaguear pelas ruas de Londres durante este tempo do que em qualquer outro período da história daquela cidade. Um comércio florescente de pornografia e um comércio lucrativo de virgens existiu. Meninas foram raptadas. Depois de serem desonradas, essas meninas muitas vezes se juntaram às fileiras das prostitutas.
Este foi o auge dos sub-reptícios "postais franceses", que publicavam fotografias de mulheres nuas que, pelos padrões de hoje seriam consideradas pouco mais do que tímidas ou levemente sugestivas. No entanto, estes cartões foram, sem dúvida "picantes" para o homem privado que não tinha outra oportunidade para satisfazer a sua curiosidade natural sobre o corpo feminino. Ao longo destas linhas, foi relatado que os poetas famosos, que eram símbolos do romance do século XIX, Elizabeth Barrett e o seu marido, Robert Browning, nunca viram o corpo nu um do outro.
Havia a censura em livros, arte, teatro e dança. No entanto, a nudez era permitida em pinturas de natureza alegórica ou angelical. Também era permitido ver a tortura de santos nus ou cobertos com roupas transparentes, e fotos sensuais. "Na penumbra de uma capela, São Sebastião triunfou numa tela e em pedra como um modelo sensual glorificado dos piedosos, enquanto a Adão e Eva, os persistentes exibicionistas, se poderia sempre depender para salvar a nudez do esquecimento. Em plena luz do dia, no entanto, o corpo humano era cuidadosamente escondido da vista. As roupas eram herméticas. "
No entanto, a realidade expressa na arte secular provocou reacções violentas durante o período victoriano. Essas obras familiares como “As Banhistas” de Gustave Courbet eAlmoço na Relva” eOlympia” de Manet foram consideradas obscenas. Enquanto o escritor francês Emile Zola defendeu apaixonadamente Manet, a extensa coleção de estátuas gregas e romanas exibidas no Vaticano foram tapadas com folhas de parra. Esculturas nuas enviadas para os museus por missionários foram mutiladas ou cobertas com panos.
No final do ano de 1940, uma equipe da Life Magazine foi designada para tirar as primeiras fotografias a cores da Capela Sistina, no Vaticano. As autoridades da Igreja foram cooperativas com uma unica excepção. Todas as fotografias do famoso tecto de Miguel Ângelo tiveram que ser cortadas antes da publicação para remover a nudez das imagens pintadas. No entanto, não havia nenhuma restrição sobre fotografar os murais nas paredes menores. Soube-se que um dos Papas anteriores haviam designado um artista para cuidar da nudez das paredes menores, pintando porções de pano sobre a cintura das figuras expostas. Como o famoso tecto era tão inacessível, as figuras pintadas nele, não puderam ser submetidas a esta técnica para tapar a nudez.
Os Estados Unidos tinham Anthony Comstock, famoso pelas suas cruzadas contra tudo o que fosse sugestivo de sexo ou de sensualidade. Um agente especial dos Correios Norte Americanos, iniciados em 1868, travou uma luta incansável contra a "sujidade", resultando na apreensão das obras-primas desses tais pintores e escritores famosos como George Bernard Shaw, Tolstói, Zola, Balzac, Stendhal e Flaubert. Os seus poderes de censura limitaram a liberdade do corpo, a arte e o material de leitura da nação por quatro décadas. E os seus mandatos repressivos permaneceram como parte da regulamentação postal dos EUA por muitos anos após a sua morte.
Os “literati” (classe educada, interessada na literatura e nas artes) estavam constantemente em guerra com Comstock. Escritores e críticos queixavam-se que "... muitos dos seus processos são sobre livros, peças e imagens que eram pornográficas apenas pela mais deturpada imaginação." A obsessão de Comstock com o que ele considerava sujo fê-lo lidar em privado com muitas das obras-primas eróticas de hoje, como as obras de DH Lawrence e Henry Miller, o templo da arte da Índia – Kama Kala, e muitas obras esculturais e pictóricas dos séculos XIX e XX. Ele também fundou a New York Society para a Supressão do Vício, foram-lhe dados poderes de polícia, e carregava uma arma, durante a sua procura pelo obsceno. "Numa ocasião, ele entrou num bordel e ofereceu a três mulheres quatorze dólares para se despirem, depois, prendeu-as quando elas o fizeram." O antecessor de Comstock era "o inferno e enxofre" Rev. John R. McDowell. Este protector das massas dos males contra a moral era secretamente um coleccionador de pornografia.
Talvez a manifestação mais cruel e destrutiva do victorianismo foi o tratamento insensível das culturas nativas feito por missionários religiosos e colonos europeus. Sem se importar com orgulho e dignidade nativa, pelos seus costumes religiosos, nem pela praticalidade dos seus vestidos e estilos de vida, o victorianismo arrogante exigiu uma conformidade com os costumes europeus. Forçando as roupas nestes povos cujas culturas já lhes havia permitido experimentar a liberdade do corpo não só era rebaixa-los como era humilhante, no entanto era uma lembrança eficaz e constante da sua herança e status "inferior". Um relatório de 1894 feito por um ex-governador de uma vila Tonga descreve essas condições: "Era punida com multa e prisão por vestir roupas nativas; punível com multa e prisão por usar cabelo comprido ou uma coroa de flores; punível com multa e prisão por lutar ou por jogar à bola; punível também por não usar camisa e calça e, em certas localidades, casaco e sapatos...."
Os missionários cristãos criaram coberturas de vestuário a partir de qualquer coisa disponível. Eles muitas vezes forçaram os nativos a usar revestimentos tipo saca, e diversos tipos de roupas, descartadas do continente, também lhes foram dadas. Richard Harrington diz ao ver "um estivador negro em Leopoidville a usar um boné de criança côr de rosa, sem saber que era ridículo aos olhos do homem branco. Vi mulheres Africanas com sutiãs dispostos acima dos seus seios para os usar como bolsos".
"Como os nativos nunca aprenderam a lavar ou consertar roupas, eles levaram muito tempo para se adaptar às roupas europeias, que eram usadas desde o início, até que caiam em pedaços. Houve um grande declínio na limpeza, resultando em doenças de pele e outras infecções". Os nativos eram submetidos ao mesmo tipo de constrangimento em terem que se ver com roupas, tal como nós, numa sociedade vestida, nos sentiriamos ao sermos forçados a abandonar a nossa. Foi uma sorte que mais missionários não tivessem acabado na panela do canibal!
No entanto, houve sempre vozes de protesto contra os decretos moralista, anti-sexuais, e de vergonha do corpo do período victoriano, especialmente das classes educadas. Em 1833, Thomas Carlyle escreveu um livro muito discutido, Sartor Resartus, em que ele desafiou o dogma da indispensabilidade da roupa. Ele discutiu a influência moral, religiosa das roupas, com humor observando que, se houvesse nudez na Câmara dos Lordes, o seu poder seria diminuído. Além disso ele, filosoficamente considerava a possibilidade de um mundo nu.
Benjamin Franklin descreveu o seu ritual diário, um banho de ar frio, nu, todas as manhãs durante o tempo de leitura ou de escrita. Existem vários relatos de se ter visto Franklin a nadar no Tamisa, em Londres, sem roupa. Em Leysin, na Suíça, o Dr. Charles Rollier conseguiu curar a tuberculose e outras doenças, prescrevendo banhos de sol como um elemento de tratamento. Escritores britânicos e artistas, como George Bernard Shaw, Oscar Wilde e Aubrey Beardsley, ridicularizaram os costumes da sua sociedade e demonstraram as suas crenças por, ocasionalmente, usarem roupas extremas ou exibirem comportamentos pouco convencionais. Na América, o escritor Henry David Thoreau e poeta Walt Whitman expressaram sentimentos fortes sobre a necessidade de um regresso à natural inocência e liberdade do corpo.


Modernismo do Século XX

Na viragem do século, a famosa dançarina americana Isadora Duncan começou a usar roupas leves drapeadas na vida quotidiana e no palco, dizendo: "Eu vivo no meu corpo como um espírito numa nuvem." Ela cativou o público na América e na Europa com a liberdade graciosa e expressividade das suas performances usando túnicas gregas leves e transparentes. Com a sua ruptura com a convenção, Duncan não só iniciou uma nova moda na dança, como abriu o caminho para o modernismo do século XX nas roupas, tornando o espartilho obsoleto.
A rebelião contra a roupa victoriana levou outra volta na Alemanha, onde, em 1903, Richard Ungewitter escreveu um livro, Die Nacktheit, que defendia um retorno às antigas atitudes gregas virado para a nudez por razões de higiene e moralistas. Em 1905 Paul Zimmerman abriu o primeiro resort de nudismo social e familiar, Freilichtpark (Parque da Luz Livre). Ao mesmo tempo, outro alemão, Dr. Heinrich Pudor, escreveu um livro intitulado Nacktcultur, que discutia os benefícios da nudez numa educação mista e defendeu o prazer de praticar desportos livres de roupas pesadas. "Dr. Pudor chamou nudez aristocrática e escravidão à roupa, uma característica plebeia, afirmando que todas as nações que completamente ignorarem os direitos do seu povo à nudez rapidamente se tornarão decadentes." O movimento nudista (agora de âmbito internacional) saltou de tais começos simples, para um desafio ousado do que se tinha tornado uma mentalidade secular da negação do corpo.
O movimento a favor do voto das mulheres tinha começado a desafiar o status quo existente antes da Primeira Guerra Mundial, mas foi só depois da guerra que o reinado apertado da moralidade repressiva começou a tremer. Quando os seus homens foram mandados para a guerra, as mulheres se encarregaram de gerir as suas famílias e de trabalharem em empregos nunca antes disponíveis para elas. Por volta de 1920 as mulheres tinham-se emancipado de vestidos restringivos e estavam exibindo os seus corpos com blusas e saias curtas. A curiosidade furtiva sobre a nudez foi substituída pela abertura da nudez no entretenimento. Striptease burlesco, Ziegfeld Follies, Vaidades Earl Carroll, e Escândalos George White foram demonstrações espectaculares e sensuais da alegria e da beleza do corpo feminino. Na mais ousada etapa parisiense, as produções musicais incluíam nudez completa.
No entanto, o permissivo glamour dos "melindrosos" anos 20, foram acalmados pela grande depressão que se seguiu. Por esta altura o corpo tinha sido liberto de roupas pesadas, a sexualidade era publicamente reconhecida, e não parecia possível voltar atrás. No entanto, eram, e são, muitas as indicações de que a nossa cultura como um todo não rompeu completamente com a sua herança de culpa e vergonha enraizada no "pecado original" escrito nas nossas raízes bíblicas.
O corpo nu ainda não é considerado natural. A nudez na televisão Americana ainda é rara. Durante as horas do dia, enquando as crianças assistem, a nudez não é permitida. As crianças são protegidas dos "prejudiciais" efeitos de verem um natural, normal e inofensivo corpo humano, mas a violência corporal é tolerada como entretenimento para os nossos filhos e para nós mesmos. São estes sistemas de valores confusos que ajudam a preencher os sofás dos psiquiatras!

Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Parte 5)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)

Antigos Cristãos Nudistas

Existe um número de ministros e sacerdotes no movimento contemporâneo de nudismo. Na verdade, o movimento nudista foi em grande parte organizado por líderes religiosos. Esses líderes religiosos usaram como justificação as muitas partes da Bíblia judaico-cristã que falam em aceitar o corpo humano sem vergonha (como as referências aos apóstolos que eram pescadores, e que trabalhavam nus). Os nudistas religiosos usam essas citações como uma resposta aos pregadores fundamentalistas que dão sermões sobre a demanda de Deus para a roupa.
Por exemplo, o ReverendoMartin Wadestone, autor de "Nudism and Christianity", escreve:
"Na verdade, à luz da Bíblia, não há pecado na nudez em si, mas se uma pessoa usa a nudez para fins lascivos ou imorais, isso sim constitui um pecado. A Bíblia não fala contra a nudez nem que ela ensina que o corpo é vergonhoso. Não há referência à vergonha na nudez, esta vergonha foi produzida na mente do homem e não pela ordenação divina. "
Esta foi também a crença de pelo menos cinco grupos na história do cristianismo: Carpocratianos, Adamitas, Adamianos, Encratitas e Marcosianos. A maioria das informações históricas que temos sobre as crenças e práticas destes primeiros cristãos vêm a nós, de facto, através das críticas registradas e textos moralistas das autoridades da Igreja Católica Romana, uma vez que estas autoridades têm em grande parte destruído escritos daqueles que consideravam heréticos.
O filósofo platónico Carpocrates, nascido em Alexandria no Egipto, no século II D.C., acreditava num Deus como criador do mundo e de todas as coisas dele. Ele combinou o ideal cristão da fraternidade do homem com porções da República de Platão, defendendo que as glórias de Deus não devem ser escondidas. Ele exortou os cristãos, tanto homens como mulheres, a olharem para o corpo com gratidão pela força criadora e amor de Deus. Os seus discípulos sofreram perseguições e ridicularizações por vezes graves, mas continuaram as suas práticas até ao quarto século D. C.. Registos indicam que as estátuas nuas e um museu foram criados para homenagear esta religião. Foram os Carpocratianos os primeiros que retrataram o corpo de Cristo na forma como é vista até hoje.
Os Adamianos existiram nos séculos segundo e terceiro. Eles eram um grupo que esperavam reconquistar a inocência perdida no Jardim do Éden e, consequentemente, adorados pelo seu estado de nudez, viviam como uma comunidade de nudismo. Acredita-se que os grupos de Adamianos utilizavam os desertos templos pagãos para os seus próprios rituais. Algumas gerações mais tarde, surgiram os Encratitas e Marcosianos, desenvolvidos a partir da tradição dos Adamianos. Os Encratitas eram vegetarianos e muitos, se não todos praticavam o nudismo. Na antiga Gália (França), um professor gnóstico chamado Marcus e os seus seguidores ficaram conhecidos como Marcosianos e estavam estabelecidos no Vale do Rhone, no século terceiro. Irineu, um escritor conservador, cristão, criticou a sua nudez e crenças religiosas, comentando: "Marcus é considerado por estes insensatos de cérebro rachado como um operador de milagres."
Os Adamitas (sem conexão com os Adamianos) foram uma seita activa na Boémia durante o século XV D. C. Eles faziam parte da Reforma Hussite (de John Huss). Este grupo criou numerosas comunidades religiosas nudistas. Cristãos que viviam a sua vida de forma natural foram chamados por tradicionalistas como "hereges gnósticos", porque as suas doutrinas cristãs foram influenciadas pelos ensinamentos esotéricos e pelos pensamentos místicos orientais. Henry de Horatev escreveu que, enquanto, em certo sentido eles poderiam ser considerados gnósticos, "eles não eram gnósticos, mas simplesmente cristãos radicais". Estes grupos religiosos nudistas, não eram exibicionistas, preferindo viver em reclusão isolada e inacessível, protegido pelas florestas da Gália, os desertos do Egipto, e as ilhas da Grécia.
Eles construíram muros de pedra resistentes para a sua privacidade e protecção,das comunidades hostis que os cercavam. DeHoratev reflecte: "É de lamentar que os únicos registos que temos dos antigos nudistas cristãos nos vêm de grupos hostis que os censuravam! Esperemos que um dia, em algum mosteiro ou túmulo Europeu ou Africano, seja descoberto um conjunto de livros gnósticos perdidos que possam lançar nova luz sobre os grupos perseguidos dos nudistas da antiguidade, assim como os Manuscritos do Mar Morto trouxeram um novo entendimento para a antiga literatura hebraica. "


O Nudismo como Protesto

A nudez tem sido utilizada ao longo da história como uma forma de protesto, bem como uma expressão positiva dos valores humanos. Se o principal objectivo é ser-se notado, numa sociedade vestida, tirar a roupa é certamente um método eficaz de ganhar atenção. Esta foi uma táctica usada por alguns hippies na década de 60 e também por alguns protestos de alguns religiosos ao longo da história. Por exemplo, acerca do famoso São Francisco de Assis: "Ao ser repreendido pelo seu bispo, ele tirou a sua roupa e andou nu pelas ruas."
Embora seja possível interpretar isto como um acto de humildade religiosa e não como protesto, não há dúvidas sobre os Doukhobors do Canadá, que deixaram a Rússia em 1898 e que ainda existem em pequenas colónias no norte dos Estados Unidos. Uma seita extremista e individualista de que se separaram da Igreja Ortodoxa Russa em 1785, os Doukhobors eram cerca de 15.000 pessoas, quando vieram pela primeira vez para o Canadá. Com o nome de "Filhos da Liberdade", eles estavam constantemente em conflicto com a lei por causa de sua recusa em obedecer às leis canadenses que se regem pelos padrões educacionais, cívicos e culturais. Os Doukhobors protestaram em massa, muitas vezes nus. O seu primeiro desfile nu foi em 1903, e embora os manifestantes fossem perseguidos e presos, eles continuaram com esta maneira única de fazer valer as suas posições por várias décadas.

A Liberdade do Corpo Relacionado com o Estatuto da Mulher

Mesmo depois das prácticas religiosas Europeias terem colocado severas restrições à liberdade do corpo e do prazer sexual, houve períodos de atitudes mais relaxadas, talvez como uma reacção à prolongadarepressão social e sexual. Jorge Lewinski, autor de The Naked and The Nude, nota que alguns historiadores ligam essas flutuações com uma alteração do estado das mulheres nessas culturas. Ele aponta o início da Idade Média como sendo estrictamente patriarcal, dominada por sacerdotes com atitudes repressivas em relação à nudez e ao sexo. Os anos do final da Idade Média, no entanto, estão marcados com o cavalheirismo, trovadores, a admiração das mulheres e atitudes mais relaxadas. O Renascimento foi uma época de maior prestígio para as mulheres, com os seus vestidos greco-romanos e o apreço por pinturas de nus não-religiosas. O aumento da liberdade do corpo, parece estar relacionada com o período do florescimento do movimento das artes. Vieram então Calvino e Lutero, que trouxeram de volta as restrições morais patriarcais durante o movimento da Reforma. Esta foi, mais uma vez seguida por um relaxamento da moral no século XVIII que, por um curto período de tempo, restaurou a posição social das mulheres. Em seguida, houve um mergulho profundo no restritivo, período patriarcal victoriano - a partir do qual o século XX feminista ainda não saiu completamente.


Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A nudez desde os tempos antigos até às culturas modernas (Parte 4)

Aileen Goodson

(Este capítulo é um excerto do livro de Aileen Goodson - Therapy, Nudity & Joy)

A Nudez no Oriente

Até ao século XX, o sentido japonês de modéstia diferiu fortemente daquele que se via na Europa ou na América.
Banhos nus em grupo, por exemplo, era um facto básico da vida diária praticado até muito recentemente e ainda existem em áreas rurais distantes das grandes cidades do ocidentalizado Japão. No entanto, Bernard Rudofsky, no seu livro Are Clothes Modern?, observa que a nudez não era um tema aceitável para os artistas tradicionais japoneses.
"Mesmo os amantes deitados em quilts (espécie de colcha) - um assunto favorito em arte japonesa - estão sempre totalmente vestidos, não porque os artistas eram puritanos, mas porque os japoneses parecem gostar de fazer amor emaranhados nas roupas um do outro .... Esta cultura não-cristã não só ignorou o pecado original, como nunca sentiu a necessidade de adoptá-lo.
No entanto, os japoneses estavam longe de ser excessivamente modestos! A sua atitude de que tudo o que é natural é moral, é revelado nos "livros da noiva", publicados por centenas de anos no Japão como um meio de educação sexual prático para mulheres jovens. Através de texto e imagens explícitas, este tipo de livro prepara a mulher solteira japonesa para a conduta sexual que deveria ter lugar depois do seu casamento. Aos casais experientes também foram fornecidos os chamados "livros de almofada", destinado a ser mantido perto da cama. Estes continham ilustrações eroticas para estimular e aumentar a satisfação marital.
Membros da classe superior chinesa eram muito mais inibidos e até consideravam mesmo os seus camponeses sem roupa como seres sub-humanos. A nudez, mesmo na arte, era vista como imoral. No seu ensaio The Future of Nakedness, John Langdon-Davies conta uma história sobre os padres jesuítas, que ficaram horrorizados ao saber que os chineses consideravam os livros cristãos, contendo imagens lindamente coloridas de santos religiosos masculinos e femininos com as suas roupas/túnicas clássicas, como pornográficas.
Na China antiga, um costume antigo e estricto, impedia até que uma mulher da classe alta pudesse estar na presença do seu médico sem roupas. A única maneira que ela tinha para poder comunicar com o seu médico sobre seus problemas físicos era apontar para o lugar correspondente numa escultura em miniatura, nua, feita de marfim ou de alabastro. Essas pequenas estátuas, items de grande importância para todas as famílias respeitáveis chinesas dos tempos mais antigos, ainda podem ser adquiridas por turistas em zonas chinesas de algumas cidades, que se podem encontrar em todo o mundo.
Ao examinar os hábitos de banho de uma cultura, é possível determinar as atitudes corpo-imagem com alguma precisão. Os Japoneses, os povos Turcos e Escandinavos, nos últimos tempos por exemplo, têm tradicionalmente apreciado os banhos nus em grupo, à semelhança das suas culturas anteriores. No império greco-romano, até aos seus anos de declínio, os dois sexos, socializavam nus durante os banhos em grupo porque a enfase da sua cultura era a saúde, a limpeza, e a socialização, e não as diferenças físicas ou sexuais. Durante a Idade Média, a Igreja Católica suprimiu estes banhos. No entanto, os banhos em grupo, onde os sexos eram normalmente segregados sobreviveram em partes da Europa Central e do norte da Europa, até que, finalmente, os modernos movimentos nudistas iniciaram as acções que levaram ao aparecimento das praias e spas nudistas, mistas, na Europa.
O mundo ocidental, desde a Idade Média até o século XIX, não era conhecido pelas práticas da limpeza do corpo. Desde que o corpo nu foi considerado como pecaminoso, as práticas de usufruir de um banho de carinho ou imersão numa casa de banhos comuns (como os luxuosos banhos do Oriente) não ficaram simplesmente indisponíveis para a grande maioria das pessoas, como passaram a ser impensáveis e inaceitáveis. Banhos de esponja ou simplesmente “chapinhar” eram o costume, e o uso de perfume era mais um disfarce para a falta de banho do que um meio para o aliciamento sexual.
Os banhos turcos utilizando fontes termais quentes foram construídos por onde o Império Otomano dominou, introduzindo em muitas partes da Europa o ciclo de prazer e de promoção da saúde de nadar nu, suando, e da regeneração através da massagem. Tanto os homens como as mulheres do Império Otomano usavam os banhos como um centro social, mas sempre com sexos separados.
No entanto, no Japão, um país abençoado com naturais termas vulcânicas, os banhos em grupo mistos, praticados por famílias nuas foram aprovadas pelas religiões vigentes há mais de dois mil anos. Algumas das casas de banhos públicos no Japão, têm hoje salas privadas de vários tamanhos, onde as famílias ou grupos sociais podem experimentar as piscinas fumegantes em privacidade. Mais comuns, no entanto, são as piscinas grandes comunitárias.
Originalmente um rito de purificação xintoísta, a prática de banhos sociais nus, espalhou-se por todo o Japão e tornou-se parte do quotidiano japonês, sendo tão comum como o nascer do sol. Xintoísmo, a religião do estado do Japão, existente antes de 1945, enfatiza a higiene pessoal, tanto espiritual como fisica. No entanto, mesmo os monges budistas construíram casas para banhos dentro dos seus templos. No início de cada dia, estes monges reuniam ramos de pinheiro, azevinho, ou árvores de buxo, em preparação para o aquecimento da fornalha de paredes espessas de argila vermelha que estava colocada num chão de pedras. As portas eram abertas ao público dado que o vapor ia para cima. Algumas casas de banhos ofereciam cerimónias de chá, enquanto outras forneciam frutas e outros alimentos. Havia sansulces (meninos de banho) e donzelas de banho, que ofereciam os seus serviços, para esfregarem as costas.
Assim, muitos homens e mulheres Japoneses cresceram acostumados a serem vistos nus e a verem a nudez de outros em todas as idades. No entanto, com a correria que a vida tem típica das grandes cidades no Japão, e com a ocidentalização da arquitectura das casas, as casas de banhos comunitárias estão a perder a sua proeminência. Os banhos nus colectivos nas nascentes termais, no entanto, permanecem como pontos altos para férias.
Em muitas zonas do Japão, os Invernos são muito frios, e as naturais nascentes quentes, têm-se tornado tradicionalmente um refúgio para o prazer e para a saúde do corpo - oásis de vapor, aninhados nas montanhas escarpadas e florestas exuberantes. Algumas dessas piscinas tornaram-se agora sitios para os hotéis e resorts modernos.
Nos dias de hoje, o uso popula de spas com banhos quentes nos Estados Unidos, obviamente, teve origem a partir desses costumes antigos e tradicionais dos banhos comunitários tão proeminentes no Japão, Escandinávia e Turquia.

Tradução livre casaisnudistas
Via Primitivism

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Florida procura turistas nus


AU NATUREL: Pasco County está a tentar seduzir os nudistas alemães para que passem as suas férias lá.

Pasco County é o lar de centenas, talvez mesmo milhares de nudistas , ou naturistas como muitos preferem .
Uma comunidade a oeste da Florida prevê gastar 3800 dólares para que nudistas alemães possam passar as suas férias lá.
A concessão de publicidade foi aceite na semana passada pela comissão de Pasco County e entregue à Panda-Bare, uma organização local de nudismo representando 16 resorts, acampamentos e clubes localizados no concelho predominantemente rural ao norte de Tampa.
"Dentro de Pasco County, temos a maior concentração de nudistas residenciais no mundo", disse o presidente da Panda-Bare, Paul Brenot.
Os anúncios, para serem colocados em publicações europeias, irão promover a reputação de longa data do concelho como a capital do nudismo na América.
"A ideia é criar uma estação Europeia em Julho e Agosto que são os nossos piores meses do ano", disse Eric Keaton, relações públicas da agência turística para o desenvolvimento de Pasco County.
Keaton afirma que o nudismo contribui para a economia do concelho,mas que não tem números para quantificar o seu impacto.
O primeiro mercado-alvo para a campanha publicitária será a Alemanha que, segundo o site Panda-Bare, é um mercado grande e lucrativo cujos milhões de nudistas estão entre os viajantes mais prolíficos do mundo. O grupo também prevê uma campanha destinada aos nudistas britânicos, franceses e holandeses, pois pensa-se que existirão mais de 19 milhões de nudistas que passam férias nestes países.
"Os nudistas europeus são muito limpos, e um pouco engraçados", disse ele.
Keaton disse ainda que os anúncios, previstos para serem lançados em 2012, ainda estão num estágio conceptual.